26.01.2020 | 12h15


SEU BOLSO

Impacto da inflação foi maior para mais pobres do que para ricos no mês passado

A carne foi vilã no orçamento das famílias de baixa renda enquanto passagens aéreas e os combustíveis subiram para classe média e média-alta.


DA REDAÇÃO

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostrou a diferença da inflação entre as famílias pobres e ricas no mês passado.

O levantamento identificou que para os integrantes da baixa renda o índice registrado subiu 1,19% em dezembro enquanto para os mais ricos 0,99%.

Os grandes vilões das famílias de renda muito baixa, baixa, e baixa-média foram os alimentos. As compras tiveram impacto nos principais produtos de consumo, a carne (18,1%), tubérculos (6,4%), cereais (5,73%), e aves e ovos (4,48%).

Já para as famílias com maior poder aquisitivo o que mais pesou foram às passagens aéreas (15,6%) e os combustíveis (3,57%).

De acordo com a tabela divulgada pelo Ipea, a inflação fechou o ano com a média de 4,31%, no entanto, quando se olha de forma separada para os mais pobres fechou em 4,43% e para os mais ricos 4,16%. Isso que dizer que as famílias menos poder de compra sentem mais os aumentos de preços.

A justificativa apresentada pelo instituto é de que os alimentos no domicílio tiveram aumento geral de 7,8%, a energia elétrica 5% e o ônibus urbano 6,6%, tem influência direta nessa diferença.

Além disso, um levantamento realizado pela Secretaria de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf) apontou que os legumes como maxixe, vagem, milho verde e milho de pipoca sofreram uma alta, no custo para os mercados atacadistas.

A maior alta foi registrada na vagem e no milho de pipoca. O primeiro aumentou 40%, passando de R$50 para R$ 70, a caixa com 12 kg. Já o segundo, subiu 37% passando de R$38 para R$52, a saca com 50kg.

O maxixe e o milho verde aumentaram 20%. Os dois na semana passada custavam R$ 50, nesta semana passaram a valer R$70 a caixa.

Veja:

RepórterMT/Reprodução

Tabela-1.png

Veja os índices de inflação em dezembro de 2019.











(1) COMENTÁRIOS

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alexandre  26.01.20 14h17
O grande vilão se chama ICMS MM....

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