15.09.2019 | 12h20


SETEMBRO AMARELO

Igreja de Cuiabá oferece atendimento psicológico gratuito para ajudar a prevenir suicídio

A intenção é acolher aqueles que procuram ajuda, proporcionando um espaço, com psicólogas, para que as pessoas possam falar sobre os seus sofrimentos.


DA REDAÇÃO

O suicídio é uma das principais causas de morte no país, segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM). As doenças emocionais são consideradas um tabu, e por isso tem se estimulado o debate. A campanha "Setembro Amarelo" vem para quebrar esses estigmas, por meio, de conscientização e prevenção.

Em Cuiabá, preocupados com a saúde mental da sociedade, a comunidade da Paróquia São Gonçalo, uma igreja católica, está oferecendo o Plantão Psicológico, com o intuito de realizar um atendimento emergencial. 

A intenção é acolher aqueles que procurarem, proporcionando um espaço, com psicólogas, para que as pessoas possam falar sobre os seus sofrimentos.

O projeto é coordenado pelo Padre Euller da Silva e psicóloga Malu Nascimento.

Para Malu, a saúde mental é determinante para a estabilidade física, e está relacionada à qualidade de vida do indivíduo como um todo, afetando na sua interação individual e também coletiva.

Atendimento

O plantão é totalmente gratuito, direcionado para o público em geral, com preferência a população de baixa renda.

O atendimento será feito durante todo o mês de setembro, de segunda a sexta, no período matutino, vespertino e noturno, na Igreja São Gonçalo localizada na Avenida XV de Novembro, bairro Porto. No total, sete profissionais se dividem nos horários de escala.

"Há também a oportunidade de fazer os devidos encaminhamentos aos que necessitarem de acompanhamento psicológico contínuo, e a outros profissionais como psiquiatra", explica Malu.

Tabu
O Setembro Amarelo é uma campanha que ajuda a quebrar estereótipos, tanto em relação à saúde mental, quanto ao suicídio.

De acordo com a psicóloga, os pacientes com grave quadro depressivo são tratados como fracos, sem fé, desinteressados entre outros adjetivos negativos.

Malu explica que infelizmente não temos uma cultura que prioriza ou valida à saúde mental, sendo rodeada de estigmas e preconceitos.

 “As pessoas não são ensinadas a cuidar das suas emoções, pelo contrário, são ensinadas a escondê-las”, argumenta.

“A sociedade está adoecendo silenciosamente e não existem políticas públicas suficientes para dar conta de tal demanda”, continua.

Veja:

RepórterMT/Reprodução

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Cronograma de atendimento.

 











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