27.11.2015 | 18h00


EFEITOS NA FASE ADULTA

Hospitais podem ser obrigados a realizar teste de displasia de quadril em recém nascidos



A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, em primeira votação, o Projeto de Lei Nº 124/2014 que dispõe sobre a obrigatoriedade da realização do "Teste do Quadril" em todos os recém-nascidos das maternidades do Estado. A proposta, de autoria do deputado estadual Silvano Amaral (PMDB), visa identificar a Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ), que pode culminar em futuras sequelas.

A matéria, que ainda tramita na Casa de Leis, se aprovada em segunda votação, será encaminhada ao chefe do Executivo estadual, para sanção ou veto. Se sancionada,

A displasia, conhecida também como Luxação Congênita do Quadril (LGQ), pode levar a dor e osteoartrose (doença reumatologia) precoce na idade adulta

passa a valer a partir da data de publicação em Diário Oficial.

A displasia, conhecida também como Luxação Congênita do Quadril (LGQ), pode levar a dor e osteoartrose (doença reumatologia) precoce na idade adulta. “A displasia do desenvolvimento do quadril talvez não seja não seja um assunto tão polêmico, porém a desinformação em relação à doença pode causar sérios riscos a saúde do ser humano. Por isso, defendemos que o diagnóstico deve ser feito o mais precocemente possível, já que dele dependerá o sucesso do tratamento”, alertou Silvano Amaral.

A displasia ou luxação é uma condição progressiva nas qual as estruturas do quadril não se desenvolvem adequadamente. Para se ter uma ideia, um em cada mil recém-nascidos pode nascer com o quadril luxado e aproximadamente dez em cada mil com o quadril subluxado, ou seja, instável. 

A incidência é menos frequente entre os afrodescendentes.  Em relação ao sexo, predomina o feminino, com 80% dos casos. Segundo especialistas o lado esquerdo do quadril é o mais acometido (60%), podendo acometer os dois quadris em 25% dos casos.

São considerados fatores de risco o sexo feminino, raça branca, primeiro filho de mãe jovem, apresentação pélvica (30%), oligohidramnios, anomalias congênitas como torcicolo congênito ou deformidades congênitas como torcicolo congênito ou deformidades congênitas dos pés.

SINTOMAS – Como é possível o bebê com o quadril deslocado não apresentar nenhuma alteração do exame físico, a recomendação é que o pediatra da criança seja comunicado se a criança tiver pernas de comprimentos diferentes, assimetria das pregas cutâneas, menor mobilidade ou flexibilidade de um quadril em relação ao outro, claudicação (insuficiência de circulação arterial nos membros inferiores), andar como pato ou rotação interna de um pé maior que o outro.

Caso o pediatra ou ortopedista tiver qualquer dúvida em relação ao diagnóstico, especialistas recomendam a realização de exames de imagem para identificação da doença. 











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