05.02.2019 | 15h15


SAÚDE DOENTE

Hospitais de MT têm remédios vencidos e condições precárias de higiene

Os dados fazem parte de uma fiscalização dos Conselhos de enfermagem em 17 unidades de saúde nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande e Sinop


DA REDAÇÃO

Os conselhos Federal e Regional de Enfermagem (Confen e Coren-MT, respectivamente), encontraram uma série de irregularidades durante a vistoria em 17 unidades de saúde de Cuiabá, Várzea Grande e Sinop (500 km de Cuiabá). Dentre os principais problemas estão superlotação, falta de leitos, condições precárias de higiene e exercício ilegal da profissão.

As irregularidades foram apontadas num relatório especial, produzido pelos órgãos de fiscalização, depois de uma força-tarefa para visitar as unidades entre 28 de janeiro e 1° de fevereiro.

No Pronto-Socorro de Cuiabá, por exemplo, que recebe pacientes de várias cidades do interior do Estado, os enfermeiros encontraram remédios vencidos, além de pacientes atendidos em macas improvisadas no chão da unidade devido à falta de leitos.

Segundo o relatório, também foi encontrado “pacientes há mais de três dias sem fazer curativo devido à sobrecarga de atribuições dos profissionais de enfermagem e insuficiência de materiais básicos como suporte para frasco de soro”.

Segundo o relatório, também foi encontrado “pacientes há mais de três dias sem fazer curativo devido à sobrecarga de atribuições dos profissionais de enfermagem e insuficiência de materiais básicos como suporte para frasco de soro”.

Já no Pronto-Socorro de Várzea Grande a fiscalização detectou situações como: “Falta de sabão e álcool para lavagens de mãos; déficit de profissionais da limpeza e condições precárias de higiene; e o Posto de Enfermagem da Pediatria com obra inacabada e vazamento de água”.

Já Hospital Psiquiátrico Centro Integrado de Assistência Psicossocial (Ciaps) Adauto Botelho, em Cuiabá, o Coren citou medicação vencida há seis meses na ala feminina, além da falta de porta e janelas com vidros quebrados no setor.

O conselho destacou ainda que os problemas são recorrentes e que já foram denunciados pelo Ministério Público Estadual (MPE), em março de 2018.

A fiscalização no Adauto Botelho também detectou “que um técnico de enfermagem estava exercendo a profissão ilegalmente”. No entanto, o relatório não dá mais detalhes sobre o assunto.

Já no Hospital Regional de Sinop foi constado três meses de atrasos salariais entre os profissionais de enfermagem, além da falta de medicamentos e uma rachadura na parede da Central de Material Esterilizado. A fiscalização também flagrou um enfermeiro com a carteira do Coren vencida. 

 

Ao todo foram fiscalizadas as seguintes unidades: Pronto-Socorro Municipal, CIAPS Adauto Botelho, CIAPS III, Hospital Municipal São Benedito, Complexo Hospitalar Jardim Cuiabá, UPAs dos bairros Morada do Ouro e Pascoal Ramos, policlínicas dos bairros Verdão e Planalto (Cuiabá); Pronto Socorro Municipal, UPA do bairro Ipase e Hospital São Lucas (Várzea Grande); Hospital Regional de Sinop, Hospital Santo Antônio, Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, Unidade de Pronto Atendimento de Sinop, Maternidade Jacarandás (Sinop).

Confira o documento da fiscalização

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