26.02.2020 | 16h54


GERAL / FEMINICÍDIO

Homem que matou ex na frente da filha pega 26 anos de prisão

Juiz destacou, na sentença, que criança descreve para estranhos como pai matou a mãe, com sons de tiros e apontando para a cabeça


DA REDAÇÃO

Homem que matou ex-mulher com três tiros na cabeça, na frente da filha do casal, de apenas 3 anos, é condenado a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado. Miriam Alves de Oliveira foi executada por Juliano de Souza Lima no dia 5 de setembro de 2018, por volta das 16h, quando foi buscar a criança. O crime aconteceu em Rondonópolis (212 km ao sul de Cuiabá) e o júri popular foi realizado no dia 31 de janeiro.

 

Denúncia do Ministério Público do Estado aponta que Mirian deixou a filha no dia anterior ao crime com o pai, na casa dos avós paternos, onde passaria alguns dias.  No entanto, no dia seguinte, por razão não esclarecida, quando foi buscar a menina, acabou discutindo com Juliano, que efetuou três disparos contra sua cabeça.

A denúncia aponta que Juliano chegou a convidar Mirian para entrar e ir até o quarto, sob o pretexto de conversarem, mas já estava com a arma de fogo carregada.

De acordo com os autos, a discussão teria ocorrido pelo fato da vítima ter ido buscar a filha do ex-casal na residência dele dias antes do combinado ou porque a vítima levaria a menor para morar em outra cidade.

A confissão do crime não foi considerada como atenuante, uma vez que durante o julgamento o acusado alegou legítima defesa. Disse que a vítima sacou da arma e ameaçou atirar. Na sentença, o juiz da 1ª Vara Criminal de Rondonópolis, Wagner Plaza Machado Junior destaca que a tese de legítima defesa não foi acatada pelos jurados e nem mesmo pela defesa técnica, que repudiou a alegação. Os advogados afirmaram não postular por legítima defesa.

“...a filha do casal, com apenas 03 anos de idade, estava no local, viu a mãe ferida e está com tal imagem marcada em sua memória, inclusive descrevendo a estranhos a forma com que o pai matou a mãe, fazendo sinal e sons de tiros na cabeça. Não há causas especiais de diminuição de pena. Assim, torno-a definitiva em 26 (vinte e seis) anos e 08 (oito) meses de reclusão”, descreveu o juiz.











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