20.02.2020 | 16h54


GERAL / VÍTIMA DA DEPRESSÃO

Homem pula em poço e morre afogado por não aceitar separação

Vizinhos contaram à polícia que a vítima estava separada da mulher há algum tempo e não aceitava o fim do relacionamento


DA REDAÇÃO

Marco Antônio Bernardo, 40 anos, foi resgatado sem vida de dentro de um poço, no início da manhã de quarta-feira (19), no bairro Jardim São Paulo, na rua 04, em frente à Praça Martins Tamandaré, em Mirassol D’Oeste (300 km da Capital).

A Polícia Militar foi acionada por volta das 5h por populares que informaram que Marco havia se jogado dentro do poço, na intenção de acabar com a própria vida. Segundo as testemunhas, a vítima tinha caído dentro do reservatório há cerca de duas horas, quando ainda tentaram socorrê-lo, porém, não resistiu e morreu.

Os vizinhos relataram que Marco estava separado da mulher há certo tempo e que não aceitava o fim do relacionamento.

Familiares disseram que o homem estava em depressão e bebendo todos os dias.

O Corpo de Bombeiros foi acionado para fazer a retirada do cadáver de dentro da cisterna. Em seguida, uma equipe de peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) analisou as condições em que o corpo estava após ser retirado do poço e colheu informações que apontem as circunstâncias do atentado.

O cadáver foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exame de necropsia, que vai apontar a causa clínica da morte da vítima antes de o corpo ser liberado para procedimentos fúnebres.

A Politec emitirá um laudo com informações técnicas que dará base às apurações dos fatos.

A Polícia Civil acompanhou os trabalhos da perícia, conversou com as testemunhas e deu início às investigações.

Peça ajuda

O Centro de Valorização a Vida (CVV) tem realizado em Cuiabá, todas às quintas-feiras, reuniões com sobreviventes ao suicídio e seus familiares. Assim como parentes de pessoas que se mataram.

Também passou a ser gratuita as ligações feitas ao número 188. Canal de atendimento 24 horas 

Mais de um milhão de atendimentos anuais são realizados por 2.000 voluntários pelo telefone 188, pessoalmente (nos 80 postos de atendimento) ou pelo www.cvv.org.br via chat, Skype e e-mail. 

Leia mais: Jovem que deixou bilhete em abismo de Chapada queria assustar ex

 

 











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