20.08.2019 | 10h00


SEM SALÁRIO

Funcionários voltam fechar guaritas da UFMT e suspender serviços de limpeza

Sem receber, funcionários da empresa Presto, que tem contrato de prestação de serviço com Universidade Federal de Mato Grosso, mantiveram a greve que iniciou na última quarta-feira.


DA REDAÇÃO

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá, teve as entradas fechadas, no final da tarde da última segunda-feira (19), devido a protesto dos trabalhadores terceirizados da limpeza que estão com salários atrasados. Desde então, as guaritas seguem interditadas, tendo a circulação de automóveis suspensa. A Instituição também está sem os serviços de limpeza.

Os funcionários da empresa Presto, que tem contrato de prestação de serviço com a UFMT, mantiveram a greve que iniciou na última quarta-feira (14), pois, o empregador disse que não conseguiria pagar os vencimentos, já em atraso, de julho.

Na sexta-feira (16), os grevistas se juntaram a um ato pela universidade, com estudantes que andavam pelo campus. Durante a manifestação, reafirmaram sua posição com palavras de ordem: "salário atrasado, vassoura no armário"; "eu sou trabalhador, salário não é favor". O protesto terminou com a ocupação da Reitoria. Os trabalhadores informaram os motivos do manifesto e a expectativa de que o problema entre a Presto e a UFMT seja resolvido.

A empresa chegou a depositar parte do vale transporte e do vale alimentação na quinta-feira (15), mas os terceirizados questionam: "nós não trabalhamos só para comer e andar de ônibus". Assim, a limpeza da instituição ficará suspensa até que o salário e outros direitos já acordados junto à Secretaria Regional do Trabalho e Emprego sejam garantidos.

No final de julho, teve início o movimento paredista que fez a empresa se comprometer a pagar o salário atrasado de junho, entregar cestas básicas e não atrasar o salário seguinte. Apesar de ter efetuado o pagamento do salário de junho – já no início de agosto -, a Presto não entregou as cestas e voltou a atrasar os vencimentos.
Desde então existe um conflito sobre quem é o responsável pelos pagamentos, a Universidade ou a empresa.

Mobilizações

Recentemente, seguranças contratados pela MJB junto a UFMT, também trancaram a entrada da unidade, na manhã de 9 de julho, em protesto pelos salários atrasados.
Os trabalhadores cobravam a quitação de três meses de pagamentos pendentes e teriam barrado a entrada de alunos e servidores no campus.

Um cartaz exposto no local mostra indignação dos seguranças com os seguintes dizeres: “Nós, vigilantes da UFMT, estamos há três meses sem salários. Estamos passando fome”.
Ainda, há outro movimento ocorrendo dentro da Educação Federal. A classe acadêmica, composta por servidores, estudantes e professores de todo o país estão mobilizados contra o projeto Future-se, do Ministério da Educação (MEC), que privatiza também a outros setores das instituições.











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