06.06.2020 | 09h07


GERAL / ESTRADA DO MOINHO

Empresa terá 30 dias para decidir se vai concluir obra

Governo do Estado vai entregar o projeto de retomada da obra e, caso consórcio desista, novo processo licitatório terá que ser aberto depois de 7 anos


DA REDAÇÃO

A Secretaria do Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra) concluiu o projeto de restauração da obra de duplicação da avenida Arquimedes Pereira Lima, mais conhecida como Estrada do Moinho, em Cuiabá. No entanto, a retomada segue sem previsão porque dependerá se o consórcio Trimec, responsável pelo projeto, vai aceitar o estudo feito pela pasta.

O projeto de R$ 23,3 milhões faz parte do pacote de obras da Copa do Mundo mas, após sete anos, apenas 70% foram concluídos.

A Sinfra deve se reunir com representantes do consórcio nos próximos dias para entregar o projeto e a Trimec terá o prazo de 30 dias para decidir se dará continuidade ou não à obra.

No ano passado, a pasta assinou acordo com o consórcio para avaliação dos serviços. A Sinfra contratou uma empresa de consultoria para elaborar projeto executivo com soluções, alterações e custos para promover as correções. Os estudos começaram em junho do ano passado e  foram concluídos somente nessa semana.

Ainda de acordo com a secretaria, a empresa executou a obra, mas com materiais de baixa qualidade, ficando R$ 6 milhões para receber do Estado, pagamento que só será feito depois que forem feitas todas as melhorias da via, incluindo os canteiros e ciclovias.

Caso o consórcio opte em não dar continuidade, o Estado deve abrir processo licitatório para que outra empresa conclua a obra.

Projeto

A obra iniciada em 2013 prevê a restauração da duplicação da avenida Arquimedes Pereira Lima, com extensão de aproximadamente 4,42 km, além do alargamento das pontes sobre o córrego do Moinho em Rio Coxipó, com extensão de 44 metros e 84 metros, respectivamente.

O custo total inicial era de R$ 23,6 milhões, porém aditivo suprimiu R$ 385 mil do valor.

Em janeiro foi publicado no Diário Oficial o 13° Termo Aditivo que ampliou o prazo de vigência do contrato em 450 dias, com isso, o término é previsto para o dia 25 de março de 2021.

 











(1) COMENTÁRIOS

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Benedito costa  06.06.20 10h07
O Estado tem impor a essa empresa que conclua as obras como foi contratada. Eles não tem direito em aceitar ou não, são obrigados a executar o serviço conforme foi contratado. O Estado já deveria se não foi, a entrar na justiça pedindo bloqueio dos bens em garantia da obra. Nem sempre esse tal licitação é o método mais coerente pra contratar serviços. Além da licitação, ainda há mecanismo mais eficazes por exemplo: pagar pela medição dos serviços executados e aí tem a obra feita com todo o rigor de construção.

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