09.07.2020 | 19h41


GERAL / QUARENTENA OBRIGATÓRIA

Emanuel afirma que vai cumprir decisão, mas pede autonomia para administrar Cuiabá na crise

Decisão foi tomada nesta quinta-feira (09) pelo juiz José Luiz Leite Lindote, da Vara Estadual da Saúde de Mato Grosso.



Após o juiz José Luiz Leite Lindote, da Vara da Fazenda Pública de Várzea Grande, decidir pela prorrogação do período de quarentena coletiva obrigatória nos municípios de Cuiabá e Várzea Grande por mais 7 dias, o prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou que não irá recorrer da decisão e vai manter a quarentena coletiva obrigatória até o dia 17 de julho.

O prefeito disse que cumpre decisão, porém, defende autonomia para gerir o município.

“Sou a favor de salvar vidas, inclusive, essa é a minha missão durante o enfrentamento à pandemia. Montamos um Comitê Municipal de Enfrentamento para basear nossas decisões em dados técnicos, em recomendações de organizações mundiais de saúde, no Ministério da Saúde, sou o primeiro a defender a saúde do povo cuiabano e por isso insisto no meu direito de tomar decisões como prefeito eleito. Respeito à decisão do magistrado e vou acatar, mas espero manter o diálogo, sempre cumprindo meu papel como gestor e honrando a confiança do povo de Cuiabá”, pontuou Emanuel Pinheiro.

Por meio do Secretário de Saúde Luiz Antonio Pôssas de Carvalho, Cuiabá propôs a reavaliação conjunta dos indicadores, não apenas da Capital, mas de outras cidades do Estado que tenham alto índice de contaminação de Covid-19. O pedido considera o fato de que Cuiabá está acolhendo mais de 65% de pacientes de outros municípios do Estado, e não seria justo impactar apenas a economia da Capital. Sobretudo, o posicionamento visa minorar os impactos da quarentena ao setor econômico e ao Sistema de Saúde da Capital, que já estão completamente fragilizados pela pandemia. 

Na mesma reunião, tanto Cuiabá, quanto Várzea Grande entraram em um consenso e aceitaram a prorrogação da quarentena por mais sete dias, seguindo a mesma linha de pensamento, principalmente por defenderem a necessidade de medidas técnicas conjuntas e também por acreditarem que, neste prazo, será possível sentir os impactos das semanas de quarentena já implantadas e ganhar tempo hábil para habilitação de novos leitos de UTI e novas medidas de biossegurança e contenção do vírus.











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