10.07.2016 | 07h40


GERAL / VEJA VÍDEO

Em adultos, relações sexuais constantes pode desencadear infecção urinária, alerta especialista

Uma das doenças que mais afeta as crianças, tem poucos sintomas e é de difícil diagnóstico clínico, especialmente entre os bebês.


COM ASSESSORIA

A infecção do trato urinário é uma das doenças mais comuns entre as crianças. Pode ocorrer em qualquer etapa da vida, entretanto pode ser muito grave e ter evolução catastrófica quando acomete o recém-nascido ou até os dois anos de idade. Até o primeiro ano de vida, a doença atinge mais os meninos, pois as malformações do trato gênito-urinário são mais comuns nesta faixa etária, porém, depois desta fase as meninas passam a ser as maiores vítimas.

Sobre esse problema, o conversou doutora Natasha Slhessarenko, pediatra e diretora-médica do laboratório Cedic Cedilab, além de professora na Universidade Federal de Mato Grosso. Ela falou sobre as peculiaridades da doença e, principalmente, sobre o que os pais devem fazer para prevenir e tratar qualquer suspeita de infecção urinária nos filhos. 

Porque a criança tem infecção urinária?

De acordo com a médica, as crianças nascem com o sistema imunológico em desenvolvimento. Por isso, elas têm uma predisposição maior para ter qualquer tipo de infecção, especialmente se for uma criança nascida prematuramente. “Além disto, são nas crianças que são feitos os diagnósticos das malformações do trato gênito-urinário que aumenta o risco de infecção urinária”, explica.

Além disso, maus hábitos de saúde também podem provocar a infecção urinária em crianças, como deixá-las com fralda suja por muito tempo e não limpar direito os órgãos genitais.  

“Nos primeiros seis meses, a gente recomenda que todo mês a mãe e o pai levem a criança no médico para fazer o acompanhamento. Não é esperar a criança ficar doente para poder levar no médico”, avisa.

Quais são os sintomas da infecção urinária no bebê?

A doutora Natasha também explica que quanto menor a criança, mais vagos são os sintomas. Geralmente, ocorre falta de apetite, irritação, vômito, diarreia, febre ou hipotermia e dificuldade de ganhar peso.  

A partir dos 4 ou 5 anos de idade, os sinais já conhecidos tendem a se tornar mais evidentes. É o caso da dor ou dificuldade para urinar ou até sangue na urina. Por isso a importância de sempre levar os filhos para avaliação de um pediatra. “Nos primeiros seis meses, a gente recomenda que todo mês a mãe e o pai levem a criança no médico para fazer o acompanhamento. Não é esperar a criança ficar doente para poder levar no médico”, avisa.

Como confirmar o diagnóstico do meu filho?

Devido aos sintomas brandos, o diagnóstico da infecção urinária depende dos exames laboratoriais de urina. “Através do exame simples de urina pode-se desconfiar de infecção do trato urinário, mas a certeza é dada pela urocultura, ou cultura de urina, que evidencia a bactéria que está causando a infecção e dá o perfil de sensibilidade aos antimicrobianos, norteando o médico com a escolha do antibiótico a ser usado. O grande desafio está em se conseguir uma ótima amostra de urina das crianças que ainda fazem xixi na fralda. Nestes casos, a urina pode ser obtida através de sondagem vesical, punção supra púbica ou saco coletor”, esclarece.

  

O que fazer ao identificar a doença no meu filho?

A médica alerta que sempre que houver suspeita de que algo não vai bem com a saúde do bebê, procure assistência médica para orientação. O tratamento será feito com uso de antibióticos e Natasha ressalta a importância de fazer o tratamento adequado, caso contrário, a infecção urinária “pode deixar cicatrizes renais, deixar o rim lesado, o que pode predispor, no futuro, a pressão alta e insuficiência renal”, afirma.

Natasha ressalta a importância de fazer o tratamento adequado, caso contrário, a infecção urinária “pode deixar cicatrizes renais, deixar o rim lesado, o que pode predispor, no futuro, a pressão alta e insuficiência renal”, afirma.

“Não é um quadro simples porque o rim coordena uma série de hormônios, uma série de atividades no nosso organismo, dentre elas a regulação da pressão arterial. Então, quem tem algum problema de rim, quem já teve infecção quando criança e foi mal tratada ou não foi tratada e ficou com a chamada cicatriz renal, isso pode predispor ao aparecimento de pressão alta na vida adulta”, explica a pediatra.

Como prevenir a infecção urinária infantil?

A médica cita três formas muito simples de evitar uma infecção urinária que são: cuidar bem da higiene íntima da criança, fazendo a limpeza de forma correta e trocando a fralda assim que ela for suja; dar muita água para a criança beber e educar a criança para que não fique segurando o xixi.  

“É importante a gente dar muito líquido para a criança porque a criança em si não costuma gostar muito de beber água. Tem adulto que não gosta, então, a criança menos ainda. Ela não vai querer parar de brincar para tomar água. É importante que os pais estejam atentos. A criança que bebe muita água, vai fazer mais xixi, então, vai evitar a formação de cálculos, infecção urinária. Se tiver vontade de fazer xixi, não pode ficar segurando a urina porque a criança que fica segurança tem mais chances de ter infecção na urina”, conclui. 

 

CONFIRA A ENTREVISTA DA DOUTORA NATASHA SLHESSARENKO 

 











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