26.06.2019 | 11h20


PRESA EM TRILHA ESTREITA

Elefanta tem parada respiratória e morre em Santuário de Chapada

O Santuário relatou que ela ficou presa em uma trilha e mesmo depois de ser ajudada a sair do local e receber socorro veterinário, parecia exausta e parou de respirar.


DA REDAÇÃO

A elefanta Guida, de 45 anos, morreu na noite de segunda-feira (24), no Santuário de Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães (65 km de Cuiabá), onde ela vivia desde 2016, desde que foi resgatada.

O SEB publicou em suas redes sociais um comunicado, em que lamenta a morte da elefanta.

Segundo a postagem, Guida ficou presa em uma trilha estreita e não conseguia levantar sua pata. "Não sabemos porque sentiu que estava presa, mas a ajudamos sair, alargando um pouquinho o caminho com varas e a encorajamos com palavras, e, assim, saiu da trilha", diz trecho da publicação.

Durante o processo,  ela conseguiu dar um ou dois passos e se apoiou sobre um monte de terra para descansar um pouco, para mais um ou dois passos e quando, finalmente, conseguiu sair, se deitou.  Foi aplicado soro intravenoso, medicamentos e coletadas amostras de sangue com a esperança de que descansasse um pouco. “Seu corpo parecia exausto, suas pernas entortavam ligeiramente de vez em quando. Usamos a retroescavadeira para ajudá-la a sair”, relata postagem.

RepórterMT/Reprodução

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Guida em sua hora do banho

Após um tempo, sua respiração começou a oscilar até que simplesmente parou de respirar. Ela se foi silenciosamente e em paz.

 “Nunca é fácil perder um elefante, mas quando não há sinais e sua luz ainda brilha tão forte, é mais difícil aceitar. Sabemos dos danos que anos de cativeiro podem causar, mas não estávamos preparados para perdê-la... Impossível imaginar que Guida não estará mais lá quando formos cuidar das meninas. Muito difícil aceitar que seus trombeteios infantis do dia anterior foram os últimos que ouvimos.”, relatou o santuário.

Guida

Guida chegou ao santuário em outubro de 2016, junto com a elefanta Maia, quando foram resgatadas de um pequeno sítio. Elas passaram a maior parte de suas vidas trabalhando em circos, na Ásia e foram resgatadas em 2010, quando foram morar em um sítio, em Paraguaçu, Minas Gerais.

Maia e Guida viajaram 1,6 mil quilômetros do Estado mineiro até Mato Grosso, transportadas em dois caminhões-contêineres, escoltadas por uma seguradora e por toda uma equipe de suporte.

O sítio onde viviam, no interior mineiro, possui 1,5 mil metros quadrados. Lá, uma de suas pernas precisava ficar acorrentada para que elas não escapassem novamente, já que elas conseguiam derrubar a cerca. Elas também precisavam ficar separadas por fios de alta tensão para não brigarem pelo mesmo espaço. Já em Chapada, no santuário, há 1,1 mil hectares de terras análogas à savana africana.

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