21.07.2019 | 07h30


DOAÇÃO DE MEDULA

É um mito que será colocada uma agulha na medula espinhal e a pessoa poderá ficar paraplégica

Gian Carla Zanela explica como são os dois métodos que os doadores podem ser submetidos para retirada da medula.


DA REDAÇÃO

O MT Hemocentro é a única instituição do estado de Mato Grosso em que são feitos cadastros de doadores de medula óssea, sendo localizada em Cuiabá.  Pacientes que necessitam de transplantes possuem doenças raras, em que a produção de células saudáveis é prejudicada.

“Todo mundo acha que a coleta é feita na coluna vertebral, e não é... É um mito que será colocado uma agulha na medula espinhal e a pessoa poderá ficar paraplégica”, afirma a diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela.

“Todo mundo acha que a coleta é feita na coluna vertebral, e, não é... É um mito que será colocado uma agulha na medula espinhal e a pessoa poderá ficar paraplégica”, afirma a diretora do MT Hemocentro, Gian Carla Zanela.

A medula óssea, conhecida como tutano, é um tecido líquido-gelatinoso que preenche a cavidade interna de vários ossos e fabrica no sangue hemácias (glóbulos vermelhos) e leucócitos (glóbulos brancos).

Segundo a diretora, a maioria das pessoas que procuram o local para se cadastrar são motivadas por alguma história compartilhada na mídia, por familiares, e querem ajudar um enfermo em específico.

No mês passado, cerca de 270 pessoas vieram de caravanas do interior para realizar o registro.  De acordo com Zanela, o número tem crescido, mas ainda há carência de voluntários. 

No entanto, é explicado para esse público que a probabilidade de ser compatível com o doente em questão é baixa, mas que ele pode ter compatibilidade com outra pessoa, que está na espera no banco.

Em um primeiro momento, é feito um cadastro dos dados do doador voluntário, logo após são passadas informações sobre como funciona o processo de doação. Então é feita uma coleta de 5 ml de sangue da pessoa, que é encaminhado a um laboratório de referência, para avaliar o perfil genético.

“O Redome é um banco nacional, porém esta disponível para todo o mundo se cruzar com a fila de pessoas que necessitam de transplante em todo o globo. Não necessariamente a doação será para uma pessoa que mora no Brasil”, explica a diretora.

Esse sangue é computado no Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), onde é feito o cruzamento com o banco de pessoas que necessitam de transplante, para checar a compatibilidade.

“O Redome é um banco nacional, porém esta disponível para todo o mundo cruzar com a fila de pessoas que necessitam de transplante em todo o globo. Não necessariamente a doação será para uma pessoa que mora no Brasil”, explica a diretora do Hemocentro.

Doação

As doações podem ser feitas por dois métodos, sendo a aférese ou por punções.

No caso da aférese, o doador faz o uso de uma medicação por cinco dias com o objetivo de aumentar o número de células-tronco na corrente sanguínea. Após esse período, a doação é feita por uma máquina que colhe o sangue da veia do doador, separa as células-tronco e devolve os elementos do sangue que não são necessários ao paciente. Neste caso, não há necessidade de internação nem de anestesia, sendo feito o procedimento pela veia.

Já no método das punções, a medula é retirada do interior dos ossos da bacia. Segundo Gian Carla, o doador toma uma anestesia peridural ou geral, não sentindo dor durante a coleta. Devido ao anestésico é necessária a internação, por um período de 24 horas, recebendo a alta médica após esse tempo.

O critério de escolha de metodologia é médico.

Cadastro

Para ser doador de medula óssea é necessário se apresentar no MT Hemocentro, portando os documentos pessoais, para realizar o cadastro no Banco Nacional de Doadores Voluntários. Os requisitos são ter entre 18 e 55 anos e estar bem de saúde.

Esse cadastro pode ser feito de segunda-feira à sexta-feira, das 07h30 às 17h30, na sede que fica na Rua 13 de Junho, no bairro Centro Sul.











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