14.05.2019 | 08h10


ACUSADO DE MATAR CUIABANA

Doutor Bumbum tem registro profissional cassado pelo CRM de Goiás

O CRM do Distrito Federal também já havia cassado o registro profissional dele no mês passado.


DA REDAÇÃO

O médico Denis Cesar Barros Furtado, conhecido como "Doutor Bumbum", teve o registro profissional, no Conselho Regional de Medicina de Goiás (CRM-GO), cassado na segunda-feira (13).

Doutor Bumbum é acusado pela morte da bancária cuiabana Lilian Calixto, em julho do ano passado, após complicações devido a um procedimento de bioplastia para preenchimento dos glúteos, realizado no apartamento dele, no Rio de Janeiro.

O primeiro pedido de cassação do exercício da profissão foi feito pelo CRM do Distrito Federal, sendo referendado pelo Conselho Federal de Medicina em 24 de abril.

Dessa forma, todos os conselhos regionais onde o médico atuava são obrigados a publicar a decisão para constar que Denis perdeu o direito de exercer medicina.

O médico responde por homicídio doloso duplamente qualificado e associação criminosa. Também são réus no processo a médica com registro cassado e mãe do Dr. Bumbum, Maria de Fátima Barros Furtado, a técnica de enfermagem Rosilane Pereira da Silva e a secretária Renata Fernandes.

Doutor Bumbum foi preso no mês da morte de Lilian e solto no dia 30 de janeiro deste ano, por habeas corpus. Atualmente nenhum dos acusados está preso.

A cuiabana fez o procedimento na cobertura do cirurgião e horas depois teve um mal súbito. Ela foi atendida em um Hospital do Rio de Janeiro e teve a morte registrada na madrugada, de 15 de julho, no entanto só 12 horas depois o contando de emergência da vítima foi avisado.

Relembre o caso

Lilian saiu de Cuiabá para o Rio de Janeiro, no dia 14 de julho, para fazer um procedimento estético para aumentar os glúteos. A bioplastia foi feita no apartamento de Denis Furtado.

Ela passou mal horas depois e foi levada por Denis para atendimento em um hospital na Barra da Tijuca e deixada lá por ele, que assim que soube da morte ele fugiu.

Ele foi considerado foragido e preso no dia 19 de julho após a Justiça decretar prisão temporária por homicídio qualificado.

A mãe dele, a namorada e a técnica de enfermagem também foram presas.

Após a morte da cuiabana outros casos de denúncia contra Dênis surgiram na mídia.

Inicialmente ele mentiu dizendo que ela havia terminado o procedimento e sido levada para o hospital apenas com um leve mal estar. Depois foi desmentido pelas câmeras de segurança que mostraram a bancária no elevador amparada, pela falta de ar provocada pela embolia pulmonar.

O caso causou comoção nacional e abriu discussão sobre a necessidade de maior fiscalização e segurança sobre esse tipo de procedimento estético, que não deve ser realizado fora de unidade hospitalar.

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