17.08.2019 | 08h00


DENÚNCIAS DE TORTURA

Direitos humanos vão fiscalizar operações no Presídio Pascoal Ramos

O anúncio foi feito após operação de retirada de regalias de presos na Penitenciária Central do Estado, antigo Presídio Pascoal Ramos


KAROLLEN NADESKA

O secretário de Estado de Segurança Pública, Alexandre Bustamente anunciou, em coletiva na quinta-feira (15), que as próximas operações realizadas na Penitenciária Central do Estado (PCE), o antigo presídio Pascoal Ramos, considerado de segurança máxima, serão fiscalizadas por entidades representantes dos presos e de direitos humanos.

O anúncio foi feito após a Operação Elison Douglas, realizada na unidade prisional com objetivo de retirar regalias dos criminosos, como celulares e móveis dentro da cadeia.

A ação do Estado gerou revolta entre os criminosos e vários áudios, atribuídos à facção Comando Vermelho, passaram a ser divulgados nas redes sociais com ameaças de atentados a serem cometidos em Cuiabá. Os áudios também acusavam que presos estariam sendo torturados e mortos durante a operação, o que foi negado pela Secretaria de Segurança.

“Uma medida que vamos tomar, e que não estava programada, é que vamos começar a fazer visitas ordinárias do Conselho da Comunidade e esses órgãos dentro das unidades durante operações. Isso para verificarem que não está tendo nada de espancamento, tortura. Para verem o que está sendo feito ala por ala, cela por cela. E essas entidades vão fazer um boletim diário para a imprensa e para as famílias dia a dia. Isso vai possibilitar que vejam que as operações estão favorecendo muitos presos que estão lá dentro. A maioria, diga-se de passagem”, disse o secretário.

A operação

Segundo o Sindicato dos Agentes Prisionais, a ação é uma resposta ao pedido de socorro da categoria, após a execução do agente Elison Douglas, em Lucas do Rio Verde (333 km de Cuiabá), em 30 de junho. 

A Polícia Civil confirmou que o agente prisional foi vítima de uma emboscada. Ele foi morto com pelo menos 20 tiros no momento em que chegava em casa, no bairro Tessele Júnior, em Lucas do Rio Verde. Um menor confessou a autoria do crime e disse que tinha uma desavença com o servidor. A polícia, no entanto, também tem como linha de investigação uma suposta ordem para matar Elison, que teria partido de dentro da cadeia. 

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