25.05.2020 | 15h46


GERAL / OPERAÇÃO MANTUS

Desembargadores livram Arcanjo de mais um processo do jogo do bicho

Acusações eram que Arcanjo, mesmo de dentro da prisão, continuava comandando uma organização criminosa


DA REDAÇÃO

Por maioria, a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça determinou o trancamento da ação penal originária da operação “Mantus” contra João Arcanjo Ribeiro. A ação tramitava na 7ª Vara Criminal de Cuiabá. O desembargador Pedro Sakamoto seguiu o voto do relator, desembargador Rui Ramos. O voto contrário foi da juíza convocada, Glenda Moreira Borges. Desta forma Arcanjo deixa de responder processo por formação de organização criminosa, contravenção do jogo do bicho, extorsão, extorsão mediante sequestro e lavagem de dinheiro. Hoje Arcanjo cumpre pena no regime semiaberto e é monitorado por tornozeleira eletrônica.

A operação “Mantus” foi deflagrada para desarticular, de acordo com investigações da Polícia Civil, duas organizações criminosas que disputavam o comando do jogo do bicho em Mato Grosso. De acordo com as investigações e as denúncias do Ministério Público, uma das organizações, a Colibri, era comandada por Arcanjo, mesmo enquanto ele estava preso, e pelo se genro Giovanni Zem Rodrigues. A outra organização seria liderada por Frederico Müller.

Arcanjo voltou para a prisão durante a operação e só conseguiu a liberdade seis meses depois.

Para o relator do habeas corpus, desembargador Rui Ramos, a denúncia contra o ex-comendador é “totalmente injustificada”, sem o “mínimo de substrato probatório” e “não reveste do mínimo de credibilidade”.

“Gerar credibilidade a essa denúncia, gerar uma ação penal, com todo o respeito que tenho ao Ministério Público, realmente não encontro nada seguro”, enfatizou o desembargador, declarando que poderia ser sim base para inquérito, mas não para se imputar as acusações. “O que temos é a análise de uma conjectura, o que corresponde a uma denúncia temerária”.

A juíza Glenda Borges entendeu que seria prematuro a interrupção da ação, divergindo do voto do relator e denegando a ordem. Mas o voto dela foi vencido com o desembargador Pedro Sakamoto seguindo o relator.

Leia mais sobre o assunto:

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(1) COMENTÁRIOS

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Alves  25.05.20 16h19
ATÉ QUANDO A NOSSA "INJUSTIÇA" IRA CONTINUAR IMPERANDO NESSE PAIS ???? ESTÃO PASSANDO O PANO PARA TUDO QUE ESSE HOMEM FEZ. SOMENTE POBRE, LADRÃO DE GALINHA E NEGRO QUE VAI E FICA NA CADEIA.

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