07.09.2015 | 09h30


GERAL / LUTA CONTRA O "MAL DO SÉCULO"

CVV pede ajuda para continuar atendendendo e evitando suicídios

Números assustam. De 2002 a 2012, 1.827 pessoas se mataram somente em Mato Grosso. No mundo, é registrada uma perda desta natureza a cada 45 segundos.


DA REDAÇÃO

O Centro de Valorização da Vida (CVV) de Mato Grosso inicia o mês de setembro já com uma agenda cheia de atividades, porque no dia 10 (quinta-feira) o Brasil lembra – ou deveria lembrar - o dia nacional de prevenção ao suicídio.

O motivo da data e da divulgação do "setembro amarelo" (em referência à cor de alerta) é que muita gente vai por este caminho extremo e quem mostra isso com mais clareza são os número oficiais do Mapa da Violência, além das mortes por assassinato e trânsito, trata também sobre suicídios.

A soma da série histórica de 2002 a 2012 chega a 1.827 pessoas que cometeram suicídio, só em Mato Grosso. Uma média de 180 por ano.

A cada 45 minutos, um brasileiro morre desta forma. No mundo, a morte é a cada 45 segundos aproximadamente. Esses são dados referenciais utilizados pelo CVV para mostrar o tamanho de um problema que a sociedade teima em ignorar, tratando como assunto tabu.

"São as doenças emocionais mesmo que levam ao suicídio, essa dificuldade que as pessoas têm de compartilhar sentimentos, ficam guardando tudo dentro de si e chega uma hora em que elas não suportam essa dor", diz a coordenadora do CVV.

Os indicadores são crescentes. Em 1980, 3.863 pessoas se mataram no Brasil. Em 2012, foram 10.287, ainda de acordo com o Mapa da Violência.

A depressão, outras doenças emocionais e transtornos mentais têm contribuído muito para isso, conforme explica a coordenadora do CVV em Mato Grosso, Ana Rosa Ramos.

“Eu tenho percebido hoje que a depressão tem contribuindo bastante, mas são as doenças emocionais mesmo que levam ao suicídio, essa dificuldade que as pessoas têm de compartilhar sentimentos, ficam guardando tudo dentro de si e chega uma hora em que elas não suportam essa dor, as dores da vida que vão acumulando. Por isso a importância do nosso trabalho”, destaca Ana Rosa.

49 voluntários, em Cuiabá, distribuídos em plantões, atendem a cerca de 40 ligações por dia. Algumas delas, dependendo da angústia da pessoa, duram até quatro horas.

Segundo ela, 49 voluntários, em Cuiabá, distribuídos em plantões, atendem a cerca de 40 ligações por dia. Algumas delas, dependendo da angústia da pessoa, duram até quatro horas. No Brasil, o CVV conta com 22 mil voluntários, que conversam um milhão de vezes com quem esteja em uma situação dramática, prestes a pular de um prédio, a se enforcar, a tomar veneno ou a buscar outras formas de morte.

“Quando a pessoa se mata, na verdade o que ela quer é matar essa dor que está sentido, mas o ato extremo vem de fatores, que pode ser perder o emprego, como gota dágua que transbordou, mas por traz disso sempre tem todo um contexto, que deve ser observado”, orienta a coordenadora.

O suicídio é tratado como um problema de saúde pública pelo departamento de Saúde Mental do Ministério da Saúde. No entanto, o CVV é a maior “autoridade” no assunto, pois já atua há mais de 50 anos, desde 1962, registro do primeiro plantão.

Apesar de ser o principal referencial na sociedade de combate ao suicídio e o próprio Ministério da Saúde reconhecer isso, em Mato Grosso passa por dificuldades de manutenção e pede ajuda.

O CVV Mato Grosso está rifando um day yse na Pousada do Penhasco,para duas pessoas, em Chapada dos Guimarães e o contato para a compra é 9981-0239.

Quem quiser ajudar também pode depositar qualquer quantia na conta abaixo:

Banco do Brasil
Agência: 0046-9
Conta: 28437-8

 

Para quem estiver precisando falar com o CVV, o número é 141 para quem estiver em Cuiabá e (65) 3321-4111, no interior.











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