20.01.2020 | 09h30


GERAL / BRUNO #NÃO

Mulheres de Cuiabá e VG se organizam para boicotar novo goleiro do Operário

De acordo com a assessoria do Operário, o contrato já foi assinado. Bruno é condenado por feminicídio, no caso Elisa Samúdio


DA REDAÇÃO

A contratação do goleiro Bruno, condenado por feminicídio, para atuar no Clube Operário de Várzea Grande, tem causado burburinho e repercutido de forma negativa, em Mato Grosso.

Dezenas de cuiabanos e várzea-grandenses participam de grupo de WhatsApp chamado “Goleiro Bruno #Não”, o intuito é promover atos de repúdio para impedir que o ex-goleiro do Flamengo jogue pelo time.

A procuradora Glaucia Amaral, que também é presidente do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher de Mato Grosso (CEDM/MT), disse ao  que o grupo foi criado no domingo (19) para organizar a população. “Todo mundo se indigna, mas acaba que a gente não se organiza. O grupo surgiu para isso”, explica.

Cerca de 100 pessoas estão participando do coletivo. Além disso, o Bloco de Mulheres marcou um ato de repúdio para a próxima terça-feira (21), às 19h, na Arena Pantanal, endossado pelo grupo “Goleiro Bruno #Não”.

Glaucia explicou que com as organizadoras do bloco é estudado a possibilidade de transferir o ato para o estádio Dito Souza, em Várzea Grande, onde acontece a estreia do Operário, na próxima terça à noite.

A administradora explica que a comunidade surgiu para criar ações e que não irá parar apenas em um ato de repúdio, a intenção é lutar contra a vinda de Bruno.

“Vamos aos patrocinadores com uma carta explicando o que está acontecendo”, disse.

Revolta

Conhecido como “Chicote da Fronteira”, o Operário tem sofrido com a pressão dos torcedores e da população da região metropolitana que são contrários à vinda de Bruno. Imagens circulam nas redes sociais, em que aparece o clube com a estampa de “Vergonha da Fronteira”, fazendo trocadilho com o apelido do time.

Um dos argumentos contrários à contratação é o de que Bruno não pode ser tratado como ídolo, depois de ter cometido um crime brutal, em que ele não demonstra arrependimento, visto, que até hoje não informou onde enterrou o cadáver da sua ex-companheira Elisa Samudio.

Ele foi preso em 2010 e condenado em 2013 por homicídio triplamente qualificado. Em menos de dois anos foi transferido para o regime semiaberto.

Na sexta-feira (17), a Justiça de Minas Gerais autorizou a transferência do goleiro Bruno, de Varginha (Minas Gerais), onde cumpre pena em regime semiaberto, para a cidade de Várzea Grande. 

O processo será encaminhado para o Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que passará a cuidar da pena alternativa do goleiro - Veja aqui

Outro Lado

Ao , a assessoria do Operário declarou que o clube está trazendo Bruno para ajudar nas conquistas de 2020.

“Ele está apto a trabalhar e é isso que o Operário quer. Que ele trabalhe e ajude o clube”, afirmou.

Questionados sobre a revolta popular e os atos que estão emergindo, a assessoria se limitou a responder que todos tem o direito de manifestar.
“O clube acredita que ele pode ser ressocializado a sociedade”, argumenta.











(5) COMENTÁRIOS

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Geovany   20.01.20 15h49
Porque ninguém organiza grupos pra boicotar valores da carne álcool e salário mínimo????

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GABRIEL ALEXANDRE DAL PIZZOL  21.01.20 17h11
pq as pessoas nao se organizam pra arrancar teus dedos, assim vc para de escrever merda

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Ana paula  20.01.20 15h18
Camisetas Personalizadas para protesto me chamem 65 999721682. #brunonao

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CARMEN  20.01.20 12h18
Deixa ele trabalhar, ora. Pagou a pena dele, acabou. Está se ressocializando. Ponto final.

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Madson  20.01.20 11h38
É fácil só boicotar o time, ninguém ir ver os jogos dele e a torcida que já é pouca mudar de time, ja que torcer para um time que não tem ética nem.moral não traz benefício nenhum

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Um operariano  20.01.20 12h00
há uma diferença entre time e diretoria. O operário tem muitos anos de existência, e muitos torcedores. As diretorias, que tomam as decisões sobre a administração e contratações de jogadores, são transitórias. O time pode ser pequeno, velho e estar em crise, mas tem moral. História. Assim você ofende aos torcedores.

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Antonio Celso   21.01.20 08h15
Gosto de jogar bola, não de times de futebol, pois os mesmos não acrescentam nada na produtividade do País, os dirigentes destes ditos clubes de futebol e seus asseclas apenas olham para seus bolsos, prova disto é a fala do diretor do Várzea "Todos tem direito de se manifestar" ou seja, o futebol que nada apresenta, repito, de produtivo a sociedade, faz pouco a opinião daquele que sustenta seus lucros, a sociedade.

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Antônio Ribeiro  20.01.20 11h21
A sociedade está fazendo com Bruno o mesmo que fazem com muitos reeducandos. Fecham as portas de recomeçar a vida. Não temos culpa do judiciário ser falho. Por outro lado estamos punindo novamente uma pessoa liberada pela justiça de recomeçar. Seja ela Bruno e milhares de reeducandos pelo Brasil. Por isso muitos voltam aí crime.

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Observação  20.01.20 18h40
Não acredito que o Bruno se enquadre como um reeducando, visto que ele não demonstra nenhum arrependimento e, conforme a própria matéria afirma, até hoje ele não teve um mínimo de dó da família, mantendo ocultação de cadáver até hoje. Esse sujeito está longe de ser um reeducando.

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  21.01.20 08h37
Exatamente: se a justiça não é feita com rigor cabe a sociedade continuar com o julgamento. Isso acontece pq a justiça não faz a parte dela. Que é manter esse lixo humano na jaula. E qual pena que ele cumpriu? No mínimo era para ficar 30 anos preso, pois é o que a lei determina, porém não é cumprida.

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