24.05.2020 | 08h20


GERAL / FUGA DO COMUNISMO

Cubanos que vieram a pé para Cuiabá pedem nas esmola nas ruas e relatam fome e miséria na ditadura

"Não tem comida para ninguém. Cuba mente ao povo que nos outros países [também] não tem comida e, estamos aqui [Brasil] e tem comida", conta refugiado


DA REDAÇÃO

O conversou com os cubanos Alexis Curiel, de 52 anos, e seu filho Lázaro Alejandro, de 25 anos, que fugiram do sistema comunista, há seis meses, e hoje ficam nos sinaleiros da Avenida Isaac Póvoas, e Avenida São Sebastião, pedindo por emprego, na Capital.  

“O governo [cubano] quer tudo para ele, ao povo não deixa praticamente nada. Às vezes não há frango, não há comida, não há higiene pessoal”, afirmou Alexis, ao explicar o porquê deixou o local.  

Os moradores da ilha enfrentam dificuldades para sobreviver no país, em que opera o sistema comunista.

“Estão passando necessidades com a pandemia. Não tem comida para ninguém. Cuba mente ao povo que nos outros países [também] não tem comida e, estamos aqui [Brasil] e tem comida. Estados Unidos têm comida, outros países têm comida, independente da pandemia. Em Cuba falam para o povo que não tem comida, não tem carne”, conta Lázaro.

“O governo [cubano] quer tudo para ele, ao povo deixa praticamente nada. Às vezes não há frango, não há comida, não há higiene pessoal”, afirmou Alexis.

Lázaro explica que sua esposa Tulai também veio com eles, e que ela está grávida de quatro meses, e por isso a deixam em casa para não colocá-la em risco, e buscam doações para prover os remédios da grávida.

Cuiabá

O trio tem sobrevivido de doações que os homens recebem no sinal, no entanto, o que eles buscam é um emprego.

“Não temos dinheiro para comprar todos os medicamentos que necessitam na gravidez. Não temos dinheiro para o almoço. Precisamos de trabalho. Sobrevivemos com a ajuda das pessoas, mas as coisas fundamentais ainda fazem falta”, aponta Alexis.

Em Cuba, pai e filho estudaram por quatro anos e Lázaro se formou pedreiro e carpinteiro, já Alexis é bombeiro hidráulico e pintor.

"Precisamos de trabalho. Sobrevivemos com a ajuda das pessoas, mas as coisas fundamentais ainda fazem falta”.

Eles explicam que, atualmente, o salário de um trabalhador no país, é de 400 pesos cubanos o que equivale a 18 dólares mensais. O que consideram muito pouco.

Jornada

Alexis, Lázaro e Tulai deixaram a ilha, e ao chegaram ao extenso da América do Norte seguiram à pé até o Suriname, em que ficaram um mês. Depois, continuaram a jornada para o Brasil, passando por vários Estados, e estão há dois meses em Cuiabá, Mato Grosso. A família busca por uma vida melhor, para que possa trazer o resto dos parentes que ficaram no país comunista.

Eles informaram que receberam ajuda do Governo e estão abrigados no Hotel Fazenda Mato Grosso.

Sobre a família, Alexis conta que deixou sua esposa, uma filha, uma neta e duas irmãs. Eles ainda mantêm contato, por telefone, e sonham em trazer todos para ter uma vida melhor.

Quem quiser ajudar pode entrar em contato pelo telefone de Tulai, número: (95) 99130-6091.











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