21.04.2019 | 07h50


PÁSCOA É RENASCER

Cristão não pode ser extremista e tem que melhorar a si mesmo

Padre Euler Silva lembra que o momento é de caridade e de reflexão, em que todo cristão deve buscar eliminar a intolerância e superar suas deficiências morais para agir conforme os ensinamentos de Jesus.


DA REDAÇÃO

Valorizar a vida humana e portar-se sem extremismos deve ser a postura do cristão, avalia o vigário paroquial da Igreja São Gonçalo do Porto, padre Euller da Silva, que lembra que nesse domingo de Páscoa não adianta celebrar a data sem demonstrar amor ao próximo e buscar melhorar a si mesmo.

A Páscoa é uma festividade religiosa, que celebra a ressureição de Jesus Cristo, após sua crucificação. O domingo de ressureição é o fechamento da quaresma, um período de 40 dias de jejum, oração e penitência vividos pelos cristãos, em alusão à passagem bíblica, que relata o período em que Cristo esteve no deserto.

O padre lembra que a quaresma precisa ser aproveitada como autorreflexão para reforma íntima.

“Não adianta deixar de comer e beber determinados alimentos, se esse esforço não leva ao crescimento humano. Qualquer penitência deve gerar mudança de vida”, atestou Euller da Silva.

“Não adianta deixar de comer e beber determinados alimentos, se esse esforço não leva ao crescimento humano. Qualquer penitência deve gerar mudança de vida”, atestou Euller da Silva.

O religioso lembra que não só nesse momento,  mas sempre, o cristão deve se lembrar os ensinamentos de Jesus e evitar a intolerância com o próximo. 

“O cristão não deve ser extremista. Devemos lembrar-nos daqueles que sofrem violência, preconceito de todas as espécies, são marginalizados e colocados de lado”, explica o padre.

Para ele, a atitude correta é ajudar ao próximo. “Se eu deixo de consumir determinada comida, por que não ajudar uma instituição, família que passa por necessidade?”, indaga.

“Quando não tomamos consciência dos nossos atos, não estamos celebrando a Páscoa”, destaca.

O sentido das celebrações religiosas da Semana Santa é reviver o sofrimento de Jesus Cristo. As penitências são para associar-se com a dor passada por Jesus e refletir. “Quando não tomamos consciência dos nossos atos, não estamos celebrando a Páscoa”, destaca.

Para o padre, a caminhada da igreja deve impulsionar as boas ações no mundo. “Agir com caridade e misericórdia com o próximo que não tem rosto é o dever de quem crê”, conta.

Crendices

A Semana Santa apresenta costumes populares, como a Sexta-feira da Paixão, em que se troca o consumo de carne vermelha pelo peixe.

“Isso devia estar superado na nossa religiosidade e espiritualidade. Não adianta deixar a carne e encher minha mesa de peixe num dia de silêncio, oração e penitência”, compara.

Para o vigário paroquial, as práticas populares desacompanhadas de reflexão, caridade, mudança interior e amor ao próximo se tornam apenas crendices religiosas.












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