08.07.2020 | 16h43


GERAL / TEMPOS DE PANDEMIA

Creches e berçários de Cuiabá cobram liberação para abrirem as portas

Representantes afirmam que são cerca de 600 estabelecimentos na Capital e muitos vão acabar falindo se continuarem fechados


DA REDACÃO

O presidente do Sindicado dos Estabelecimentos de Ensino Paticular do Estado de Mato Grosso (Sinepe-MT), Gelson Menegatti, junto com representantes das escolas particulares de ensino infantil, buscam apoio para conseguir reabrir os berçários e escolinhas no Estado. Nesta quarta-feira, o grupo esteve na Fecomércio-MT, em uma reunião com seu presidente, José Wenceslau de Souza Júnior.

Menegatti ressalta que as escolas do ensino fundamental e médio conseguiram implantar o ensino online, mas no berçário é impossível, e na educação infantil a adaptação é mais difícil.

“Precisamos retomar as atividades ou a maioria das unidades fechará. O segmento possui cerca de 600 estabelecimentos, e emprega direta e indiretamente mais de 3 mil pessoas”, afirma Menegatti.

De acordo com Consuelo Campos, diretora de uma escola que atende alunos com idade entre dois e dez anos, a evasão escolar chega a alcançar em média 30%.

“Devido à pandemia, com a renda reduzida, e sem perspectivas de retorno, muitos pais têm desmatriculado os filhos. Com isso, a inadimplência também está alta, porém mesmo com a redução no número de matriculados, o quadro de funcionários é o mesmo de antes da pandemia. A escola continua arcando com seus custos mensais, preservando integralmente o emprego dos colaboradores, e quitando as dívidas com os fornecedores. Mas em agosto não sabemos o que vamos fazer, já não temos mais caixa para honrar esses compromissos. E o mais preocupante é a qualidade do ensino que está sendo oferecido, que por mais que estejamos fazendo nosso melhor, o ensino a distância jamais se compara ao ensino presencial", disse Consuelo.

Para Marlene Duarte, coordenadora de uma unidade de ensino para crianças com faixa etária de três meses a cinco anos, os berçários estão sendo prejudicados, já que pela legislação é obrigatório o ensino a partir dos quatro anos. E ressaltou a preocupação com a segurança das crianças, pois os pais, na sua maioria, já voltaram ao trabalho e precisam dos berçários.

“Prestamos um serviço especializado que vai muito além de cuidar de crianças, trabalhamos com profissionais qualificados para o cuidado, desenvolvimento e aprendizagem, tão importante nessa fase da vida das crianças E isso vem sendo negligenciado, não está sendo levado em conta esse direito das crianças", pontua Marlene.

Presidente da Fecomércio acredita que seguindo os protocolos de saúde, é possível retornar as aulas. “Temos o exemplo do município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro, onde nesta semana, por meio de decreto, as aulas do ensino infantil e creches das escolas privadas retornaram, mas de forma facultativa e seguindo todas as medidas de segurança estabelecidas - para garantir a saúde dos professores, alunos e de suas famílias”.











(4) COMENTÁRIOS

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Sálua  08.07.20 21h14
Apoio a retomada das creches, muitos trabalham e não tem com quem deixar os filhos, se os pais não consegue trabalhar como é que vão sustentar seus filhos?!

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Bel Ferreira  08.07.20 21h08
Precisamos de um local seguro para deixarmos nossas crianças, uma vez que o Estado e Município querem retomar a economia. Supermercados, farmácias, hospitais estão abertos. Onde estão os filhos dessas pessoas? Feliz daquele que pode pagar uma babá, pois muitos não podem e necessitam colocar comida na mesa e prestar “serviço” na linha de frente para a comunidade.

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Rosilda  08.07.20 21h04
Prefiro meu filho em casa do que em escola ou creche, enquanto durar esse corona vírus. Ainda mais em cuiabá e vg, povo tudo sem máscara, irresponsáveis, vejo gente tossindo e espirrando sem mascaras na rua e nos comércios. Já imaginou esse povo que trabalha em escolas tendo essa postura ? nem Deus há de deixar, depois que seu filho ficar contaminado nao adianta chorar. nem vacina tem ainda. sem noção hein

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Celso Nunes  08.07.20 17h20
Esse povo é louco.??? Quem de sã consciência mandaria suas crianças p uma creche.... Estamos vivendo uma pandemia q n terá um fim tão cedo. Só depois de toda população estar vacinada e olhe lá. O negócio é mudar de ramo... Pois em pandemias longas, algumas empresas fecham e novas abrem. Saúde de todos em primeiro lugar!!!!

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