23.07.2015 | 07h45


GERAL / EFEITO PETROLÃO / GASOLINA A R$ 3,50

Consumidor já sente no bolso novos aumentos do preço do álcool, gasolina e diesel

O Sindipetróleo confirma o aumento e não o atribui a nenhuma medida do governo Federal que possa ter o influenciado. O mercado do álcool é livre, desde a produção até a bomba, e a concorrência é que dita as regras ao empresariado do setor


DA REDAÇÃO

A redução do estoque de cana nas usinas de Mato Grosso provocou um aumento no preço do álcool nas bombas sentido no início desta semana na Grande Cuiabá.

O valor mínimo do litro que estava sendo vendido por 1,83 na semana de 5 a 11 de julho já pôde ser encontrado por até 2,29, na semana de 12 a 18, nos 52 postos de combustíveis da capital, conforme levantamento semanal divulgado pela Agência Nacional do Petróleo (ANP).

O litro de etanol, que estava sendo vendido por 1,83 na semana de 5 a 11 de julho já pôde ser encontrado por até 2,29, na semana de 12 a 18, nos 52 postos de combustíveis da capital.

Conforme o apurou, em um posto na região do Grande CPA o litro nesta quarta-feira está saindo por R$ 1,97 e em outro, na região do bairro Goiabeiras, R$ 2,17.

O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado de Mato Grosso (Sindipetróleo) confirma o aumento e não o atribui a nenhuma medida do governo Federal que possa ter o influenciado.

O Sindipetróleo confirma o aumento e não o atribui a nenhuma medida do governo Federal que possa ter o influenciado. O mercado do álcool é livre, desde a produção até a bomba, e a concorrência é que dita as regras ao empresariado do setor

O mercado do álcool é livre, desde a produção até a bomba, e a concorrência é que dita as regras ao empresariado do setor, diferentemente da gasolina e o diesel, cujos preços de refinaria são controlados pelo governo Federal .

BAIXA QUALIDADE

Além de caro, consumidores veem baixa qualidade do álcool que tem sido distribuído. É o caso do vendedor autônomo Vitor Pacheco, de 26 anos. “A qualidade é péssima. A gente, com carro novo, abastece e sai falhando já de dentro do posto”, reclama ele, que, a trabalho, circula muito por Cuiabá.

Vitor destaca que álcool de qualidade duvidosa 'detona' as engrenagens do carro.

Quanto a isso, o Sindipetroleo avisa que tem como, na hora do abastecimento, verificar o termo densímetro, que mede a qualidade do álcool, apontando se a mistura não tem mais água do que o preconizado pela ANP.

REAJUSTE NA REFINARIA

Acompanhando o etanol, a gasolina e o diesel também aumentaram de preço, mas o Sindipetróleo não soube dizer os motivos disso, apontando apenas a necessidade de aumentar a margem de lucro, para repor prejuízos antigos, e também ajustes no preço de refinaria permitido pelo governo Federal.

A Petrobras (Petróleo Brasileiro S/A) anunciou aumento de R$ 0,017 no preço do óleo diesel a partir da última quinta-feira (16). Desta forma, as distribuidoras de combustíveis já passam a comprar o produto com aumento.

O reajuste pode até parecer pequeno, contudo o mercado de combustíveis já vem sofrendo os impactos de aumentos realizados no início do ano com a revisão dos impostos (Cide, Pis e Cofins), que gerou um aumento de R$ 0,22 centavos sobre o litro da gasolina e R$ 0,15 centavos sobre o diesel na refinaria.

No dia 16 de junho, foram realizados pela Petrobras reajustes de R$ 0,02 no óleo diesel e R$ 0,01 na gasolina.

Vale lembrar que a decisão de repassar ou não os reajustes de preços cabe a cada revendedor, já que o mercado é livre.

Os diversos reajustes somados causam grande impacto na economia. “Ressaltamos que qualquer mudança para mais nos preços dos combustíveis é um grande impacto. O consumidor também se mostra sensível a alterações, pois ele também está sofrendo com a inflação”, explica Nelson Soares, diretor-executivo do Sindipetróleo.

Vale lembrar que a decisão de repassar ou não os reajustes de preços cabe a cada revendedor, já que o mercado é livre.

Soares avalia que os reajustes afetam toda a cadeia econômica, dos preços dos produtos que chegam aos supermercados, aos insumos utilizados pela agricultura, entre outros setores que são impactados. “Existe no setor de combustíveis uma preocupação com a política de preços adotada pela Petrobras de realizar aumentos de pequenos percentuais. Sem divulgação prévia por parte da estatal, o Sindicato sente a necessidade de informar o consumidor de que a responsabilidade pelo aumento é da política de preços do governo e não do posto revendedor”, explica.

Com Assessoria











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