16.07.2019 | 16h00


SEIS CONTAS EM ATRASO

Cinco campi da UFMT tiveram energia cortada; aulas estão suspensas

A Instituição já havia sido notificada que o corte poderia ocorrer, pela falta de pagamento de quatro contas ainda do ano de 2018 e duas deste ano.


DA REDAÇÃO

O corte de energia à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) atingiu não só o campus de Cuiabá, mas também todos os outros da instituição federal no Estado, localizados em Barra do Garças, Sinop, Rondonópolis e Várzea Grande.

As aulas foram temporariamente suspensas e não há previsão de retorno.

A concessionária de energia elétrica Energisa efetuou o corte na manhã desta terça-feira (16), devido ao atraso no pagamento de seis contas, sendo quatro ainda referentes ao ano de 2018 e duas deste ano.

A instituição foi notificada na semana passada, de que o corte poderia ocorrer, a partir de segunda-feira (15). Ao , a assessoria da UFMT informou que a administração foi pega de surpresa, pois negociações estavam em andamento e havia uma reunião prevista para a quinta-feira (18).

A reitora do campus, Myrian Serra está em reunião com a direção da Energisa, na tentativa de fazer uma negociação para que o fornecimento de energia retorne nas unidades educacionais.

O bloqueio de verbas a universidades federais, conforme havia sido determinado pelo Ministério da Educação (MEC), foi suspenso por medida judicial, por meio de decisão da Justiça Federal da Bahia, ainda em 6 de junho.

No mês passado, foi aprovada a destinação de R$ 34 milhões para a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), pela Lei Orçamentária Anual (LOA), no Congresso Nacional. 

 UFMT

Atualmente, a Universidade Federal de Mato Grosso oferece 113 cursos de graduação, sendo 108 presenciais e cinco na modalidade à distância (EaD), em 33 cidades mato-grossenses. São cinco câmpus e 28 polos de EaD. Na pós-graduação, são 66 programas de mestrado e doutorado.

São pelo menos 25.435 mil estudantes, distribuídos em todas as regiões do Estado. Numa escala de 1 a 5, a UFMT tem o conceito 4 na avaliação do MEC, é a 34ª melhor do país.

 











(1) COMENTÁRIOS

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Maria Auxiliadora   16.07.19 20h02
Todas as universidades e institutos federais estão passando por dificuldades gravíssimas. É a primeira vez em 16 anos que acontece isso. Será que administrar uma universidade federal com 45% menos de recurso que o de 2015 não traria consequências como cortes obrigatórios??? Não se trata de incompetência, se assim fosse os gestoras de todas as universidades federais seriam incompetentes. É imoral e de uma má fé estupida acusar de má gestão uma reitora e colocar nas costas dela todas decisões e cortes deste governo anti educação e do temer.

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