09.02.2020 | 14h27


ONDE ESTÁ SAMUEL?

Caso completa 112 dias sem informações concretas e intriga até a polícia

Samuel desapareceu no dia 20 de outubro, quando saiu para brincar de bola, em Rondonópolis.


DA REDAÇÃO

O desaparecimento do menino Samuel Victor da Silva Gomes Carvalho, de apenas seis anos, segue sem solução e, principalmente, sem respostas após os mais de três meses em que o garoto ‘sumiu’. O caso intriga a polícia e a toda sociedade pelo fato da falta de indícios.

Até este momento não é possível afirmar se o garoto foi sequestrado, se sofreu um acidente, ou qualquer outra teoria dentre todas que já foram especuladas.

Samuel desapareceu no dia 20 de outubro de 2019, quando saiu para brincar com um vizinho e desde então não foi mais visto.

O entrou em contato com Delegacia Especializada no Direito de Defesa da Mulher (DEDDM) do município, que é responsável ainda por investigar casos que

De acordo com Anelice, mãe do Samuel, o caso segue sem nenhuma informação concreta ou nova. E o desaparecimento do filho “está a mesma coisa”.

envolvem crianças e idosos.

Segundo a delegada Karla Cristina, que está à frente do caso, a polícia segue com as investigações, mas no momento não é possível dar detalhes do andamento, já que poderia atrapalhar o trabalho dos investigadores.

A doutora Karla não respondeu se há algum novo indício ou qual é a linha de investigação que a polícia está seguindo após os 112 dias de buscas.

O também falou com a senhora Anelice, mãe do Samuel. De acordo com ela, o caso segue sem nenhuma informação concreta ou nova. E o desaparecimento do filho “está a mesma coisa”.

Questionada se a polícia tem dado atenção à família e ao caso, Anelice confirmou que os investigadores sempre comparecem à casa dela, demonstram que estão trabalhando e que a procura pela criança segue firme, mas apesar disso, continua sem notícias e sem informações que possam levar ao paradeiro do menino, ou ainda, do que pode ter acontecido com o menor.

Anelice explica que a cada dia que passa é pior, o desespero aumenta, mas que tem esperanças de encontrar o filho. O sentimento é compartilhado com várias pessoas que, apesar do tempo, ligam ou mandam mensagem para ela, perguntando pela família, preocupados e querendo demonstrar apoio.

Relembre todo o caso

Samuel desapareceu no dia 20 de outubro de 2019, em uma tarde de domingo, quando saiu de casa dizendo que iria brincar de bola com um vizinho, no bairro Jardim Iguassu, em Rondonópolis (212 km da Capital). Desde então não foi mais visto.

Durante os primeiros dias, após a imprensa divulgar o desaparecimento, inclusive com os telefones da mãe e da avó do Samuel, muitas pessoas entraram em contato passando informações falsas, que davam esperanças ou preocupações à família, tais como: uma testemunha teria informado que o menino foi visto por volta das 20h, do dia do desaparecimento, próximo a uma Igreja do bairro Jardim Tropical, onde passou junto a uma desconhecida.

Outra testemunha informou que teria visto o garotinho passando sozinho pela Avenida Brasil, na segunda-feira, 21 de dezembro de 2019, sem camisa, descalço e aparentando estar machucado.

“A Polícia Civil tem trabalhado intensamente para descobrir o paradeiro da criança, além de contar também com a Polícia Militar, que tem feito um trabalho ostensivo. Várias diligências estão sendo feitas e mais de 20 pessoas já foram ouvidas”, disse a delegada.

No dia 26 de outubro, a família recebeu mensagem de um golpista que afirmou estar com o menino e pediu R$ 20 mil para devolvê-lo, mas logo descobriram que não era verdade.

Várias dessas informações foram apuradas e descartadas.

No quinto dia do desaparecimento, o Corpo de Bombeiros Militar (CBM), a Polícia Judiciária Civil (PJC) e Polícia Militar (PM) realizaram uma operação de busca integrada pela região do Rio Arareau, após informações de que o garoto foi visto no local, onde poderia ter caído no rio.

Após 14 dias de desaparecimento a delegada voltou a comentar o caso.

Ela afirmou que o desaparecimento do garoto é um caso que intriga até a Polícia Judiciária Civil (PJC), que investiga o caso e que ainda não há indícios de um fato criminoso.

“A Polícia Civil tem trabalhado intensamente para descobrir o paradeiro da criança, além de contar também com a Polícia Militar, que tem feito um trabalho ostensivo. Várias diligências estão sendo feitas e mais de 20 pessoas já foram ouvidas”, disse a delegada.

No dia 24 de dezembro, véspera de Natal, Anelice, por meio das redes sociais, desabafou dizendo que a data é um dia para passar com toda família e o que mais doía no momento era a falta de notícia do filho.

“Deus amoleça o coração para que devolva o Samuel e dá essa alegria para gente nessa véspera de Natal, por favor. Já não temos mais forças. Quem fez isso levou toda nossa alegria nossos corações. Aqui [o coração] está um bagaço, moído de tanta dor é sofrimento”, escreveu.











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