24.05.2020 | 14h40


GERAL / DIAGNOSTICADO COM CÂNCER

Cão que teve o rosto ‘comido por larvas’ passa pela 1ª sessão de quimioterapia; veja fotos

O tratamento inicial deve durar até seis semanas, quando o animal passará por ciclos de exames de sangue, novas sessões de quimioterapia e avaliações médicas para acompanhar a regressão do tumor.


DA REDAÇÃO

O cãozinho Matheus, que foi resgatado da rua em um estado deplorável, com o rosto cheio de feridas abertas e larvas parasitando as lesões, foi diagnosticado com câncer causado pelo Tumor Venério Trasmissível (TVT) e passou pela primeira sessão de quimioterapia, na quinta-feira (21), quando deu o início efetivo ao tratamento da doença.

Matheus está sendo tratado na clínica Pet Market, parceira do e da ONG Organização de Proteção Animal de Mato Grosso (OPA-MT), que resgatou o animal da rua e encaminhou à unidade de saúde animal.

De acordo com o veterinário Marcelo Ramos, uma nova avaliação no cão deverá ser feita na próxima segunda-feira (25), quando será avaliada a evolução do quadro clínico do animal após 11 dias de internação e primeira sessão de quimioterapia.

De acordo com o veterinário, o tratamento de Matheus será em ciclos, durante quatro a seis semanas, de acordo com a avaliação médica em relação à regressão do tumor, quando uma vez por semana o animal passará por novos exames de sangue e nova sessão de quimioterapia.

Segundo Marcelo, as perspectivas com o tratamento são muito boas, os animais geralmente reagem muito bem e ainda durante as primeiras sessões as feridas começam a ter um grande avanço na cicatrização, consequentemente com aspecto mais limpo devido à diminuição do tumor, que facilita a regeneração da região acometida pelo câncer.

Um problema, que o cão provavelmente deve ter, é dificuldade respiratória, já que o tumor causa fibrose, destruição dos seios nasais, por onde passa o ar.

“Se não for um tumor resistente a essa quimioterapia as perspectivas são boas e a taxa de sucesso nesse tratamento é alta. No entanto se for um tumor resistente à medicação, que é a mais tradicional, a mais simples e menos abrasiva ao animal, que geralmente funciona muito bem, será necessário protocólos de terapia com medicação mais pesada, já comparada a tratamentos de linfomas, que tem bastante reações colaterais, porém, essa possibilidade será avaliada apenas após as seis semanas dos ciclos iniciais”, explicou o Doutor Marcelo.

Entenda o caso

Matheus é um cãozinho doente que foi resgatado da rua, no bairro São Matheus, em Várzea Grande, após uma pessoa pedir ajuda pelo Facebook, quando uma equipe da OPA-MT foi até o local e encontrou o animal bastante debilitado, com quatro buracos na região da face, causado pelo tumor, próximos ao focinho e do olho, cheio de larvas vivas parasitando as feridas.

O animal não tinha nome quando foi resgatado e foi batizado por Matheus em referência do bairro onde foi ‘salvo’.

Após da entrada na Pet Market e realizado os primeiros exames, o cachorro foi diagnosticado com câncer TVT (Tumor Venério Trasmissível), ou seja, um tumor transmitido sexualmente entre os cães, supostamente, Matheus pode ter pegado a doença ao lamber ou cheirar um outro cachorro ou cadela doente. Veja fotos aqui; imagens fortes

Para que o tratamento continue, a Opa pede ajuda. Quem quiser colaborar com o Matheus, pode ir diretamente na clínica Pet Market, que fica na rua Major Gama, n° 100, bairro Goiabeiras, em Cuiabá, ou depositar na conta da coordenadora da OPA, Michelle Scopel, nas opções:

Banco do Brasil - Cc 17513-7; Ag 2128-8; CPF 893 314 271 15

●Caixa Econômica Federal - Ag 1695; Op 013; Conta poupança: 55657-7

●Banco 260 Nu Bank Nu pagamentos S.A; Agência 0001; conta: 5187096-6

O comprovante do depósito deve ser enviado por direct  no Instagram da Opa para ajudar no controle das despesas junto à clínica.

Doações

Michelle conta que as doações diminuiriam significativamente nos últimos meses devido à pandemia do novo coronavírus, o que está comprometendo a vida de mais de 200 animais que estão abrigados na instituição.

Ela conta que as doações são para pagar aluguéis, ração, remédios, funcionários e materiais de limpeza.

"Está na época de vacinar os animais e a gente não tem condições de pagar todas as vacinas. O gasto é alto e os animais correm risco de pegar doenças", disse.

Atualmente, a OPA abriga mais de 200 animais, sendo 95 cães e mais de 120 gatos.

Quem quiser conhecer melhor o trabalho da organização acesse a página no Instagram.

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