13.02.2020 | 11h20


MORTE NA REDE

Brincadeira se espalha no youtube e gera pânico; Seduc faz alerta

Secretaria de Educação de MT alerta para todas as escolas para que façam campanhas de orientação para evitar tragédias. Vídeo abaixo mostra jovem morrendo ao bater cabeça


DA REDAÇÃO

Uma nova brincadeira que viralizou na internet coloca crianças, adolescentes e jovens em risco. Os alertas começam a ser dados por institutos ligados a crianças em todo o país e a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) emitiu nota na manhã desta quinta-feira (13) com orientações às escolas de Mato Grosso.

O “desafio da rasteira” ou “quebra-crânio” envolve três pessoas. Duas sabem o que vai acontecer, mas a terceira desconhece a tal brincadeira. Essa terceira fica no meio. As outras duas pessoas pulam juntas e pedem para que a do meio faço o mesmo. Mas quando a pessoa que está no meio pula, as outras duas passam uma rasteira nela, ainda no ar. Os tombos, que podem ser vistos nos vídeos que circulam na internet, geralmente são violentos e muitas pessoas acabam batendo a cabeça no chão.

A Sociedade Brasileira de Neorocirurgia emitiu um alerta e destaca que esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio encéfalo (traumatismo crânioencefálico), danos à coluna vertebral, comprometendo os movimentos da pessoa, até o óbito.

A Seduc afirma que tomou medidas imediatas e preventivas quanto às brincadeiras devido aos riscos. Nesta quarta-feira (12), a secretária-adjunta de Gestão Educacional, Rosa Maria Luzardo, enviou um orientativo às escolas da rede estadual de ensino, extensivo aos profissionais da educação e comunidade escolar, prevenindo sobre o perigo.

“A Seduc faz um alerta para sensibilizar os gestores, professores e pais quanto à gravidade dessa brincadeira que inclusive já levou uma pessoa a óbito”, destaca a secretária-adjunta da Seduc

“A Seduc faz um alerta para sensibilizar os gestores, professores e pais quanto à gravidade dessa brincadeira que inclusive já levou uma pessoa a óbito”, destaca.

Conforme o orientativo, a Seduc “recomenda que todas as unidades escolares e Assessorias Pedagógicas intensifiquem campanhas de informação e conscientização dos alunos e familiares sobre o risco em que podem se colocar ao praticarem esse tipo de conduta, para que preservem a integridade física própria e dos demais colegas”.

A Organização Não Governamental (ONG) Criança Segura, diante da repercussão dos vídeos, publicou dados de internações por acidentes de crianças e adolescentes de zero a 14 anos no Brasil. Conforme levantamento, com base em dados do DataSus, em 2018 as quedas foram os acidentes que mais geraram a internação de meninos e meninas dessa faixa etária, correspondendo a um total de mais de 51 mil internações, seguido por queimaduras e acidentes de trânsito.

A ONG afirma que a faixa etária de 10 a 14 anos, fase em que as crianças se arriscam em brincadeiras ousadas para se sentirem pertencentes a um grupo sujeitando-se a riscos como os causados por essa brincadeira, é a que apresenta uma maior taxa de internação, correspondendo a quase 19 mil internações em 2018. Contudo, 90% dos casos de internação podem ser evitados apenas com medidas preventivas.

De acordo com Vania Schoemberner, gerente executiva da Criança Segura, a informação é o principal meio para evitar os acidentes com crianças e adolescentes. “É preciso que pais, professores e todos os responsáveis pelos adolescentes estejam atentos aos riscos desse tipo de brincadeira, que pode acontecer durante as aulas ou até mesmo quando eles estão em casa ou em outro ambiente”, explica.

Para a gerente executiva, é muito importante alertar mães, pais, responsáveis e os profissionais de educação sobre o perigo de brincadeiras como a “quebra-crânios” para que eles orientem as crianças em relação aos riscos de acidentes. “Orientar meninos e meninas a não aceitarem participar desses desafios é muito importante e, principalmente, é preciso que haja sempre a supervisão de um adulto, seja em ambiente doméstico, escolar ou qualquer outro”, enfatiza.

Vários outros desafios na internet já tiraram a tranquilidade dos pais. Entre os mais conhecidos estão o Desafio do Desodorante, o Desafio da Baleia Azul e o Desafio da Boneca Momo.

Em 2018, foi o Desafio do Desodorante que tirou a tranquilidade dos pais. Na prova, crianças e adolescentes eram desafiados a inalar o produto em aerossol. Se inalado, o desodorante pode causar uma parada respiratória por alergia ou levar a uma parada cardíaca por intoxicação.

No ano passado o Desafio da Momo levou adolescentes e jovens a óbito no Brasil. A boneca Momo incentiva a desafios perigosos, que incluíam ataques violentos e suicídio.

No Desafio da Baleia Azul, o participantes era instruído por um curados a realizar 50 desafios, como se cortar, fazer desenhos na pele com a utilização de lâminas, assistir filmes de terror, não dormir de madrugada, até o desafio final que era o jogador tirar a própria vida. No Brasil, a maioria de casos de vítimas aconteceu no ano passado.











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