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27.10.2014 | 08h28


GERAL / CONTROLE DE VELOCIDADE

Avenidas monitoradas não precisam ser sinalizadas, alerta especialista

O especialista frisa ainda que é esse alerta da fiscalização eletrônica deve ser mantida pelo período de seis meses a um ano


DA REDAÇÃO

A Secretaria Municipal de Trânsito e Transporte de Cuiabá (SMTU) iniciou o monitoramento efetivo das ruas e avenidas da Capital com o inicio da aplicação de multas, em caráter punitivo, dos veículos que forem flagrados pelos radares, lombadas eletrônicas e detectores de avanço semafórico. 

Nos locais onde estão instalados os radares e lombadas estão sinalizados pela SMTU, mesmo assim, é bom o motorista ficar atento. Segundo o especialista em engenharia de trânsito e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Luiz Miguel de Miranda, a ausência de sinalização está prevista no Código de Trânsito Brasileiro (CTB). “As avenidas precisam ter sinalizado apenas a velocidade permitida para a via, no entanto não é obrigatório informar onde está o equipamento de monitoramento. Mas, é de bom senso manter toda a via sinalizada alertando os motoristas quanto a fiscalização eletrônica”, explica.

Uma resolução aprovada pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que entrou em vigor em dezembro de 2011, derruba a existente desde 2006, onde é exigida a sinalização das vias urbanas e rodovias que possuem fiscalização eletrônica. A norma também prevê que os equipamentos de fiscalização não podem ficar escondidos.

O especialista frisa ainda que é esse alerta da fiscalização eletrônica deve ser mantido pelo período de seis meses a um ano, passado esse tempo a sinalização pode ser retirada, uma vez que os motoristas já estarão alertas quanto à fiscalização. “Em Cuiabá, eu orientaria a deixar a sinalização por no máximo um ano, passado este período as placas poderiam ser retiradas, já que os motoristas já estariam adaptados a fiscalização”.

Luiz Miguel explica ainda que a retirada das placas de orientação também deve levar em conta o número de flagrantes que forem registrados. “Antes de retirar as placas é preciso analisar as estatísticas do número de infrações registrados na via. Se for verificado que o índice continua alto, a SMTU precisa estudar alternativas para orientar esse motoristas”, diz.

Ainda segundo ele, o monitoramento eletrônico também será uma forma de reforçar aquilo que é aprendido ao retirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Não acreditamos em nenhuma prova de competência da CNH atual, esse monitoramento vai reforçar o que é aprendido nas autoescolas”.

 











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