22.01.2020 | 12h30


GOLEIRO FEMINICIDA

Após protestos e pressão de patrocinadores, Operário pode desistir de contratar Bruno

Informação foi divulgada pelo clube por meio de nota na manhã desta quarta-feira (22).


DA REDAÇÃO

Em meio à pressão popular e de patrocinadores, o Clube Esportivo Operário Várzea-Grandense (CEOVG) emitiu nota, na manhã desta quarta-feira (22), informando que irá rever a contratação do goleiro feminicida Bruno Fernandes.

O clube foi alvo de protesto na noite de terça-feira (22), em seu jogo de estreia pelo campeonato Mato-Grossense, no estádio Dito Souza, em Várzea Grande. Dezenas de mulheres e homens se manifestaram na porta do estádio, aos gritos de Bruno não: “Meu ídolo não é feminicida. Respeitem as mulheres. Operário sim, assassino, não”, entre outros dizeres.

No último domingo (19), foi criado um grupo no WhatsApp intitulado “Bruno não”, para organizar a população e promover atos contra a vinda do ex-goleiro do Flamengo.

Além disso, desde o final de semana, imagens circulam nas redes sociais, em que aparece o clube com a estampa de “Vergonha da Fronteira”, fazendo trocadilho com o apelido do time que é “Chicote da Fronteira”.

Essa onda contrária já fez empresas como o Sicredi e a Eletromóveis Martinello retirarem suas marcas da camiseta do clube. 

Bruno Fernandes foi condenado pela morte da mãe do seu filho Eliza Samudio. Ele foi preso em 2010 e sentenciado em 2013 por homicídio triplamente qualificado. Em menos de dois anos foi transferido para o regime semiaberto.

Veja o comunicado:

RepórterMT/Reprodução

WhatsApp Image 2020-01-22 at 11.14.19.jpeg

Operário declara que está revendo a contratação.











(2) COMENTÁRIOS

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do Repórter MT. Clique aqui para denunciar um comentário.

Jota Passarinho  22.01.20 13h23
Eu começo esse texto dizendo que: não apoio, em hipótese alguma, o goleiro Bruno, assim como não apoio criminoso de qualquer natureza, pelo contrário, sou defensor da pena de morte, prisão perpétua e castigo físico, como chibatadas para punir bandidos e geral. Porém do meu ponto de vista, há uma enorme contradição em relação ao repúdio à vinda do atleta para MT. Explico: Nos últimos tempos o que a gente vê e ouve na sociedade em geral, resguardando as devidas proporções, é um grande sentimento de 'coitadismo' em relação a presidiários. Argumentos e justificativas de que todo mundo erra, que quem nunca errou? Errar é humano e todos tem direito a uma segunda chance, que o delinquente merece uma oportunidade e não sei mais o que. E agora, onde está esse direito, essa oportunidade? Nesse caso não há uma chance? O crime cometido por Bruno e seus comparsas é gravíssimo e teria que ser punido com muito rigor, porém, tem ocorrido crimes de igual muito mais graves, como assassinato de crianças, de mulheres e até de famílias inteira, e não me lembro de ter visto tamanha mobilização contra o criminoso ou criminosos. Contraditório não né?

Responder

11
2
CARMEN  22.01.20 12h39
Acho que esse assunto já esta chato demais. Ele vai jogar no Operário sim, mais da metade dos que comentam aqui nunca foi a um estádio e nem sabem onde fica a sede do Operário. Comentam contra a contratação do goleiro apenas para " lacrar ", dar uma de certinhos. Ele tem que ressocializar sim e já foi julgado e sentenciado pela justiça ( sim, há justiça no Brasil ) e ponto final. Está aqui autorizado e não fugido. Acabou e deixem de ser chatos.

Responder

9
10

TV REPÓRTER

INFORME PUBLICITÁRIO