13.03.2019 | 15h35


ALERTA

Análise confirma febre amarela em macacos encontrados mortos na UFMT

Os animais foram encontrados em dezembro de 2018. Quem tomou a vacina contra a febre amarela está imunizado e não corre o risco de ser infectado,


DA REDAÇÃO

Dois macacos encontrados mortos no câmpus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá, em dezembro de 2018, foram diagnosticados com vírus da febre amarela. A informação foi confirmada ao pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que enviou relatório com detalhes do caso para a universidade.

Por meio de nota, a Secretaria explica que pediu para a UFMT divulgar o caso para alunos e população, porém, não há motivo para preocupação porque no ano passado foi feita uma intensa campanha contra a febre amarela e quem já foi imunizado não corre mais o risco de ser infectado. Até o momento, em Mato Grosso não há informação de que humanos tenha contraído febre amarela.

Além disso, a SMS argumenta que “a transmissão entre macacos e deles ao homem até hoje acontece em ciclo silvestre e não por meio do mosquito Aedes Aegypti. Desde que houve a remoção desses animais foi feita a captura de mosquitos e uma pesquisa entomológica. Não foi encontrada a espécie que faz a transmissão em ciclo silvestre”.

Quem tomou uma dose da vacina, segundo o Município, está protegido do vírus, no entanto, recomenda para que a UFMT redobre os cuidados com alunos que não foram vacinados.

Outros casos

Nos primeiros meses do ano passado, dezessete macacos foram encontrados mortos em Cuiabá. A suspeita era de que os animais estivessem infectados pelo vírus da febre amarela e por isso foram recolhidos e encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para análise em um laboratório no Estado do Pará (veja aqui).

Em fevereiro de 2018, a Prefeitura de Cuiabá confirmou que um macaco encontrado morto em novembro de 2017, na região do Centro Político Administrativo estava contaminado com febre amarela. Além disso, houve na época a morte de alguns animais, inclusive, em áreas verdes ou em seu entorno que ainda seguem sob investigação das causas.  Leia mais aqui.

Confira nota da SMS na íntegra:

Em relação ao documento que a Vigilância em Zoonoses mandou para a Universidade Federal de Mato Grosso informando que os 2 primatas encontrados mortos no campus no mês de dezembro estavam infectados com febre amarela, a Secretaria Municipal de Saúde informa que:

- O documento foi encaminhado para a UFMT para que seja divulgado para os alunos e a população;

-Não há motivo para preocupação porque no ano passado (2018) foi realizada uma intensa campanha contra a febre amarela e, quem já foi imunizado não corre mais o risco de ser infectado;

-Na época foram prestadas todas as orientações e,  devido ao fato de Cuiabá ser uma área de recomendação de vacinação, a população está bem coberta;

-A transmissão entre macacos e deles ao homem até hoje acontece em ciclo silvestre e não por meio do mosquito Aedes aegypti. Desde houve a remoção desses animais foi feita a captura de mosquitos e uma pesquisa entomológica. Não foi encontrada a espécie que faz a transmissão em ciclo silvestre;

-Basta ter tomado uma dose de vacina para estar protegido. O único cuidado que se deve ter é em casos de alunos de áreas não vacinadas; 

-A vigilância realizada no município com os Primatas Não Humanos – PNH é realizada justamente para evitar que a doença chegue ao homem e  tem sido muito bem sucedida. Semanalmente acontecem reuniões  em sala de situação para discutir este e outros agravos.

 

Veja mais:

MT vira área de risco e Ministério da Saúde deve começar vacinação

 











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