20.03.2020 | 11h07


GERAL / 'MÁFIA DOS TRANSPORTES'

Ager afasta e investiga servidor preso em flagrante recebendo propina

Lotado na Coordenadoria Reguladora de Transporte Rodoviário, homem foi flagrado recebendo R$ 4 mil


DA REDAÇÃO

A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Mato Grosso (Ager) decidiu afastar o fiscal que foi preso em flagrante pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco), na tarde de quarta-feira (18), recebendo propina de R$ 4 mil no Terminal Rodoviário de Cuiabá.

O servidor é lotado na Coordenadoria Reguladora de Transporte Rodoviário e, em nota, a Ager destaca que o afastamento é necessário para não prejudicar a apuração, “podendo ser colocado à disposição para outras atribuições que não resultem em prejuízo às investigações”.

Ele ainda responderá Processo Administrativo Disciplinar (PAD), resguardando o direito da ampla defesa e ao contraditório.

O nome dele não foi divulgado devido à nova lei de abuso de autoridade.

Em nota, a Ager lamentou o fato e reafirmou o compromisso com as investigações e possíveis punições.

Não há informações sobre as circunstâncias em que a prisão foi feita, no entanto, ela teria ocorrido em um dos desdobramentos da operação Rota Final, que investiga crimes envolvendo a Ager e empresários do ramo do transporte público Interestadual, que formaram o que ficou conhecido como a “máfia dos transportes”.

Veja a nota na íntegra:

Acerca da prisão de um servidor da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos de Mato Grosso (Ager-MT), lotado na Coordenadoria Reguladora de Transporte Rodoviário, preso em flagrante pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) nesta quarta-feira (18), a Ager vem a público esclarecer:

-  Que lamenta o envolvimento de um servidor do estado em qualquer tipo de crime, praticado no exercício da sua função;

-  Além do afastamento do servidor no exercício da função de fiscalização, a fim de não prejudicar a apuração da irregularidade, podendo ser colocado à disposição para outras atribuições que não resultem em prejuízo às investigações;

- Esclarece também que, como se trata de crime, a Ager-MT irá instaurar o devido PAD (Processo Administrativo Disciplinar) resguardando o direito da ampla defesa e ao contraditório das partes envolvidas;

-  A Agência Reguladora reafirma o compromisso da atual gestão com as investigações e possíveis punições e defende as apurações rigorosas.

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