16.08.2019 | 18h00


MJB VIGILANTES

Advogado é agredido e ameaçado de morte por dono de empresa, em Cuiabá; Veja fotos

Daniel Mello disse que o dono da MJB ficou irritado depois que o sindicato, ao qual defende, protocolou pedido judicial para obrigar a empresa a pagar salários atrasados.


DA REDAÇÃO

O advogado, que representa o Sindicato dos Vigilantes, Daniel Mello dos Santos, de 37 anos, foi agredido e ameaçado de morte pelo dono da empresa MJB Vigilância e Segurança Ltda., Salmen Kamal Ghazale, de 53 anos, na última quarta-feira (14), no escritório do empresário, em Cuiabá. Nas imagens (abaixo) enviadas ao , é possível ver as lesões sofridas pelo profissional, além das roupas rasgadas.

Segundo o boletim de ocorrência, Ghazale ligou para Daniel, na tarde de quarta-feira, e disse que precisava conversar. O advogado pensou que se tratava de um acordo para os salários atrasados dos vigilantes da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que são funcionários da MJB e estão sendo representados pelo sindicato.

A terceirizada encontra-se em recuperação judicial. O sindicato protocolou junto à administradora judicial um pedido de providências, quanto aos três meses de atraso nos pagamentos.

Ao , Daniel explicou que Ghazale teria mandado que ele retira-se o documento encaminhado à administradora e fizesse uma retratação. Em resposta, ele disse que não poderia atendê-lo, visto que é um pedido de seus clientes.

Foi então, que segundo o advogado, o empresário disse “você não entendeu, você vai retirar esse documento do processo”. Em seguida, ele deu cabeçadas na vítima, que atingiram seu olho. Depois começou a enforcar e ameaçar a vítima de morte se não cumprisse a ordem. Ghazale estaria armado, no momento.

Em laudo produzido pelo Instituto Médico Legal (IML) é relatado que as lesões foram provocadas por instrumentos contundentes.

Na perícia foram constatadas “escoriações recentes, avermelhadas, irregulares, localizadas em região mentoniana e cervical anterior. Equimose avermelhada, recente, irregular, localizada em região orbitária inferior”, diz trecho do laudo.

“Até para ele que tem o histórico de ser uma pessoa agressiva, eu fiquei surpreendido. Tenho receio pela minha vida, tenho filhos, mas vou continuar lutando pelo direito dos trabalhadores”, conta Mello dos Santos.

A vítima tomou todas as medidas legais contra Ghazale, que irá responder por ameaça, constrangimento ilegal e lesão corporal. Uma audiência foi marcada.

A Polícia Judiciária Civil (PJC) instaurou um termo de ocorrência circunstanciado, que foi encaminhado por meio de ofício ao Ministério Público Estadual (MPE), para apurar a violação de sigilo funcional. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também já foi comunicada.

Vigilantes

Seguranças contratados por empresa terceirizada junto à Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), campus Cuiabá, trancaram a entrada da unidade na manhã de nove de julho, em protesto pelos salários atrasados.

Os trabalhadores cobram a quitação de três meses de pagamentos pendentes e teriam barrado a entrada de alunos e servidores no campus.

Um cartaz exposto no local mostra indignação dos seguranças com os seguintes dizeres: “Nós, vigilantes da UFMT, estamos há três meses sem salários. Estamos passando fome”. 

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos da Educação (Sintuf-MT), a empresa MJB Vigilância não tem honrado com os salários dos funcionários terceirizados e há atraso também no pagamento dos funcionários do setor de limpeza, contratados pela Presto.

Outro lado

Em nota,  Salmen rebate o advogado e o acusa de ser um empresário que está utilizando as categorias sindicais para promover acordos rentáveis. 

Veja na íntegra: 

Trata-se, na verdade, de empresário e agiota que advoga contra outros empresários usado como pano de fundo sindicatos de trabalhadores. Não está preocupado com nada além do próprio bolso. Não fosse assim, o estado de Mato Grosso não estaria repleto de vigilantes clandestinos, sem coletes à prova de balas, trabalhando com armas sem origem ou números de registro, com certificados de formação e/ou reciclagens falsos, trabalhando em cooperativas de serviços ou empresas sem autorização da Polícia Federal.

Há anos almeja aumentar a sua base de atuação provocando disputas infundadas entre sindicatos de vários setores, um exemplo: de forma escusa e sorrateira tenta retirar o cargo de porteiro do Seeac - Sindicato dos Empregados em Empresas de Terceirização para o Sinenprevs - Sindicato dos Vigilantes.

Encontra guarida no discurso de direitos dos trabalhadores "seus clientes" mas, na verdade, não se importa com nada, além de seus próprios interesses, satisfeito esse item, tudo se resolve, ao menos por um tempo.

Possui, também, uma escola de formação de vigilantes, na qual cobra por volta de 600,00 de cada vigilante para entregar-lhes o certificado de formação.

Assim, a irritação desse senhor (Daniel) teve início quando soube que a empresa (MJB) havia pago todos os salários e de todos os trabalhadores, inclusive os da Universidade Federal, local de onde pretendia arrancar algum por fora.

Registre-se, que um dia antes, um representante da empresa MJB, havia ligado para um diretor do Sindicato dos Vigilantes conhecido como “Carlão” para avisar que todos os salários estavam em dia e que havia a necessidade de comunicar ao advogado para que não continuasse com a propagação de notícias falsas, inclusive, foi indagado ao senhor "Carlão” se o problema do advogado era algo pessoal com os donos da empresa.

Foi então informado, que a empresa deveria falar com o senhor Daniel (advogado do Sindicato dos Vigilantes) uma vez que ele era quem havia feito o documento a ser dolosamente encaminhado ao juízo, muito embora não houvesse assinado (fato no mínimo curioso) seria, acaso, por saber que o conteúdo era falso? 

Ao procurar o senhor Daniel solicitando uma reunião junto aos dirigentes laborais, para que houvesse uma retratação do documento, uma vez que todos os salários dos empregados da empresa haviam sido pagos, o mesmo informou que não adiantava procurar qualquer diretor ou presidente, que todos devem falar apenas com ele e que, em sua ótica, somente ele possui o comando do sindicato e que ninguém “faria nada lá” sem a sua autorização.

Diante da recusa, foi explicado novamente que o documento não correspondia a verdade e que seria necessário uma retratação em razão das falsas afirmações ali inseridas. O ato irritou ainda mais o senhorzinho que iniciou uma falação no sentido de que ele é quem manda no sindicato dos vigilantes, que possui diretores e presidentes em sua mão e sob seu comando e que todos do sindicato só fazem o que ele manda. Por fim, solicitou 70 mil para se retratar.

Em razão disso, os ânimos se acirraram e houveram empurrões e trocas de ofensas, porém, ninguém estava armado, menos ainda, houve ameaças de morte por qualquer das partes, nada além disso. Se o cidadão se rasgou ou se feriu propositadamente foi após o incidente e fora do ambiente onde se deu a discussão.

Não é a primeira vez que tenta extorquir empresários, impondo condições de pagamento para acordos, ameaçando prejudicar empresas, escandalizar com movimentos de greve, cobrar por fora para intermediar, prejudicar o bom andamento de negociações coletivas e causar prejuízos ao setor. O senhor Daniel, como boa parte da sociedade, sabe muitíssimo bem, o que realmente vem ocorrendo ideologicamente na UFMT e porque a empresa chegou a atrasar salários, considerando que possui quase 20 anos de mercado e isso jamais houvera ocorrido até a presente data.

O indigitado advogado (empresário), agindo inclusive, em formação de quadrilha, há anos, junto a outras entidades laborais que não possuem legitimidade representativa junto ao setor, contribuiu em muito para este estado de coisas, levando a crer que realmente possui algum tipo de controle sob o sindicato laboral representativo da categoria.

Na verdade, age em conjunto com outros grupos de sindicatos laborais os quais não praticam outra atividade senão captar reclamações trabalhistas de forma ilícita e em grande escala, apropriando-se de contribuições sindicais laborais, consignando empréstimos de dinheiro a juros abusivos em folhas de pagamento de trabalhadores, cobrando por cursos e reciclagem de formação de vigilantes, constituindo, dirigindo e mantendo empresas via laranjas e sócios ocultos, escandalizando com movimentos grevistas e, ao fim, cobrando de sua vítimas, empregados e empregadores, para conciliar aquilo que ele ardilosamente provocou.

Senhor Daniel, o Estado de Mato Grosso está repleto de empregados em empresas clandestinas, portando armas estragadas, sem coletes a prova de balas, com certificados de formação e reciclagens falsos e em acumulo de função. Na região de Sinop, Sorriso, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde (por exemplo) temos a proliferação desenfreada de “cooperativas de mão de obra de vigilância” e o senhor sabe que isso isso tudo é crime, faça um favor ao segmento e aos empresários que há mais de 20 anos pagam impostos, geram emprego e renda (inclusive para o senhor) que vive da parasitagem empresarial!!!

As vítimas desse tipo de elemento são, na verdade, toda a sociedade, a começar por sindicalistas, empregados, empregadores, passando por toda a sociedade até chegar aos veículos de comunicação.

O Sr. Daniel deverá responder por denunciação caluniosa, falsidade ideológica, formação de quadrilha, dentre outros tipos penais, além de indenização por danos morais e materiais em face da empresa.

Também todas as providências junto aos Ministérios Públicos respectivos, OAB, Polícia Judiciária Civil e demais autoridades serão tomadas.o.

Galeria de Fotos:
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(5) COMENTÁRIOS

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Revoltada  21.08.19 12h40
Revoltada, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas

PAulo Toledo  18.08.19 20h00
História da carochinha .......

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Emanuel  17.08.19 18h43
Hummm sei não ........ essa histórinha está mal contada! Tem mosca nessa sopa aí!!!!

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Patrícia Guiller  17.08.19 01h15
Não foi bem assim não!

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John Doe  18.08.19 11h23
Conta aí como foi

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Revoltado   16.08.19 19h23
Até que ponto chegamos, além de dever salários dos funcionários ainda não aceita cobrança, cadeia para ele

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