17.12.2014 | 22h59


GERAL / PAPAI NOEL DOS CORREIOS

6 mil crianças que escreveram cartinhas ao 'bom velhinho' ainda estão sem presentes

Faltam quatro dias apenas para quem quiser doar ir a uma agência e escolher uma criança a ser contemplada


DA REDAÇÃO

Faltam quatro dias para terminar mais uma campanha Papai Noel dos Correios e cerca de 6 mil crianças ainda estão sem presente.

As cartinhas derretem até os corações mais duros e foram escritas por crianças pobres ou em situação de vulnerabilidade de zero a 10 anos, dizendo o que esperam ganhar de Natal do “bom velhinho”.

Foram postadas 12 mil cartinhas, mas só 6 mil pessoas foram às agências dos Correios e adotaram uma delas. No próximo sábado (20), termina o prazo para fazer isso.

Confira aqui os pontos de adoção.

Bicicleta, skate, patinete, bonecos e bonecas, bola, bicho de pelúcia, mochila, os pedidos são mais ou menos assim, mas há também alguns sofisticados. Tem criança que pede notebook, celular, objetos tecnológicos. Os sortudos ganham!

As cartinhas mostram que o tipo de vida que essas crianças levam não é fácil. João Miguel, de 8 anos, antes de ir pedindo o brinquedo, conta que teve um AVC quando nasceu por isso tem problemas motores.

“Sou lento do lado direito e o meu pé é um pouco torto e esquecido da metade para os dedos e o meu braço quando vou correr púcho (sic) para perto de mim”, explica. Ele mora com a mãe na periferia da capital. Mesmo assim se considera um menino “muito feliz, carismático, inteligente, saudável, amado e guerreiro”. Após contar um pouca da sua história, solicita. “Papai Noel, se for possível gostaria de ganhar 1 boneco do Batman”.

Já Janaina Dutra, de 9 anos, avisa que gosta de estudar. Mas não será recompensada pelas boas notas. “Este ano meu pai sofreu um acidente de moto e está encostado pelo INSS. Não terá dinheiro para comprar presente”, lamenta. Ela pede uma boneca Barbie, uma Peppa de pelúcia e um panetone.

Há 25 anos os Correios abrem essa campanha. Nos últimos anos, 70% das crianças que escreveram ao Papai Noel têm sido presenteadas. A Assessoria de Imprensa dos Correios explica que a estimativa é de repetir ou melhorar este índice. Daí a pressa para avisar sobre os últimos dias de campanha.

Tudo começou quando crianças escreviam para o Papai Noel e chegavam a postar as cartinhas. Os carteiros ficavam tocados com isso e acabavam eles mesmos comprando os presentes solicitados. Tempos depois, essa inciativa solidária virou esta campanha corporativa.

O endereço das crianças são mantidos em sigilo. Os padrinhos são anônimos. Devem ir ás agências e escolher uma criança para apadrinhar e depois levar o presente na mesma agência, que ele será encaminhado à criança beneficiada.

A campanha atinge a capital e o interior.

Quando crianças de toda uma escola ou creche escrevem e são 100% atendidas, o Papai Noel vai pessoalmente entregar os brindes coletivamente. Ruy Batista Ribeiro sabe bem a emoção que é vivenciar esse momento, porque se vestiu do bom velhinho para os Correios por 10 anos. “Hoje, com 72 anos, ainda me emociono ao me lembrar do brilho nos olhos dos pequeninos e fico satisfeito em pensar que contribui para manter viva a magia do Natal.”

Divulgação

Cartinha 1 Papai Noel dos Correios

 Problema motor não impede menino de ser feliz e sonhar com um presente

Divulgação

Cartinha 2 Papai Noel dos Correios

 Menina gosta de estudar, mas este ano o pai está sem condições de recompensá-la











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