03.04.2020 | 13h26


GERAL / REDE HOTELEIRA

14 hotéis já fecharam as portas em Cuiabá; Sindicato prevê mais falências e demissões

Com isolamento social, cancelamento de voos e viagens, os hotéis de Cuiabá e Várzea Grande registraram queda de 95% no movimento


DA REDACÃO

Presidente do Sindicato Intermunicipal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Estado de Mato Grosso (SHRBS-MT), Luiz Carlos Nigro revelou que 14 hotéis já fecharam as portas na região-metropolitana e prevê piora no cenário, devido à Covid-19 com muitas demissões. 

“Nós acreditamos que a queda será muito grande, porque a população ainda está com medo de sair de casa. A recomendação é ficar em casa, isolado e com certeza nós ainda não teremos aquele movimento de volta”, argumentou.

Os fechamentos ocorreram diante a queda de 95% no movimento, provocada pela pandemia do coronavírus, já que a população segue em isolamento social, vários voos foram suspensos e viagens canceladas. Os brasileiros acatam as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS). 

“Mais de 14 hotéis já fecharam as portas em Cuiabá e Várzea Grande. São hotéis de grande porte”, disse Nigro, em entrevista a TV Vila Real.

Ainda segundo o presidente, tem algumas empresas que insistem em manter as portas abertas, operando com a ocupação mínima. No entanto, ele pondera que com 3% ou 5% de hóspedes, os hotéis não conseguirão manter a sua estrutura e também fecharão. 

As previsões para os próximos dois meses não são nada boas. Isso não é uma exclusividade da Rede Hoteleira, diversos setores como o do entretenimento e do esporte, tem sofrido um grande impacto com a suspensão de atividades, para que se evite a aglomeração de pessoas. 

Nigro ainda pondera que os restaurantes e similares enfrentarão dificuldades quando reabrirem, pois, os cidadãos preferem se resguardar. 

“Nós acreditamos que a queda será muito grande, porque a população ainda está com medo de sair de casa. A recomendação é ficar em casa, isolado e com certeza nós ainda não teremos aquele movimento de volta”, argumentou.

A economia brasileira deve enfrentar de cinco a 10 anos de crise, até que se recupere dos efeitos causados pela pandemia do coronavírus. A avaliação é do economista Edisantos Amorim, que  explicou ao , que o país saía da recessão de 2008 e agora já entrou um novo ciclo de crise, o que pode gerar um alto número de desemprego no país. 

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