10.06.2017 | 07h40


ENTREVISTA / "É DESCULPA"

Toninho diz que se esperar o VLT Emanuel não licita transporte público; veja vídeo

Para o vereador Toninho de Souza (PSD), o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) utiliza a mesma desculpa de seu antecessor para não realizar a licitação do transporte público, o que vai definir a melhoria do sistema.


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao , o vereador por Cuiabá Toninho de Souza (PSD) declarou que se o prefeito da Capital, Emanuel Pinheiro (PMDB) continuar alegando a dependência da implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) para realizar a nova licitação da concessão do serviço de transporte coletivo da cidade, a possibilidade é de que o projeto não saia do papel.

“Se nós ficarmos na dependência do VLT para fazer a licitação do transporte coletivo, essa licitação vai sair daqui a 20 ou 30 anos ou, talvez, nem sair”, destacou Toninho.

O vereador criticou que Pinheiro usa a mesma desculpa de seu antecessor, o ex-prefeito Mauro Mendes (PSB), que ficou quatro anos no cargo sem licitar o modal.

“Se nós ficarmos na dependência do VLT para fazer a licitação do transporte coletivo, essa licitação vai sair daqui a 20 ou 30 anos ou, talvez, nem sair”, destacou Toninho.

O parlamentar cuiabano argumenta que só a licitação pode melhorar o sistema, definindo que as empresas participantes tenham frota nova e com ar-condicionado, por exemplo, e por isso o Executivo precisa solucionar a situação dentro da realidade e não em um sonho, em que, segundo ele, a população já foi enganada.

“O VLT é um sonho que nós não podemos contar, porque já fomos enganados no passado e hoje há uma série de empecilhos, então não concordo com essa história de só vamos licitar quando tivermos uma definição do VLT. Nós temos que falar do que temos hoje e os ônibus é são o modal que nós temos em Cuiabá”, defendeu.

Toninho alerta que caso o processo licitatório permaneça sem solução, há o risco de que Cuiabá complete 300 anos sem transporte público de qualidade.

“Temos que ter uma decisão ainda este ano para que possamos chegar em 2018 com acordo. Temos que ter antes dos 300 anos, um transporte de qualidade", completou o vereador.

Edital suspenso

No último dia 31 de maio, o prefeito Emanuel Pinheiro (PMDB) determinou, pela segunda vez, a suspensão do processo de licitação do serviço público de transporte coletivo Cuiabá por mais quatro meses. No decreto, publicado no Diário Oficial do Município, o prefeito pede mais prazo devido à necessidade de analisar melhor o relatório de auditoria operacional no transporte coletivo devido à implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que está com as obras paralisadas desde fim de 2014 por uma decisão judicial.

A análise está sendo feita pela Procuradoria Geral do Município, juntamente com a Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob), que irão elaborar um relatório e entregar ao prefeito no prazo da suspensão.

Novo edital 

O edital que vinha sendo formatado desde 2015, previa um prazo de concessão de 20 anos, que poderia ser prorrogado por até 10 anos. Para participar as empresas deveriam fornecer ônibus zero quilômetro, sendo metade da frota com ar condicionado.

 

Veja abaixo a entrevista completa











(1) COMENTÁRIOS

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Carlos Nunes  10.06.17 14h55
Nessa o Emanuel Pinheiro tá certo...de Várzea Grande até o CPA e do Centro além do Coxipó, onde passará o VLT não passará mais ônibus...se não tem demanda de passageiros suficientes pra um, e em muitos períodos os ônibus vão vazios, pra dois então...Então os ônibus virão dos incontáveis bairros e despejarão os passageiros nas Estações do VLT. Será preciso uma Logística perfeita, pois haverá integração entre ônibus e o VLT, e o preço da passagem será rateado entre eles. Teria que definir: quem ganhará mais ônibus ou VLT? Seria por distância percorrida? Tudo vai depender de onde o passageiro vem e pra onde vai. Terá casos onde o passageiro terá que pegar um ônibus, o VLT e outro ônibus. VLT não entra nos bairros, só os ônibus. Já tentei fazer simulação matemática do negócio, e constatei que sempre alguém sairá perdendo, dependendo da onde o cara mora e pra onde vai. Se a Logística não funcionar pode implodir o já precário sistema de ônibus, causando sério prejuízo financeiro, com demissão de motoristas, funcionários, etc.

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