01.04.2017 | 12h58


SEM PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA

Novo chefe do MP propõe confisco de bens de corruptos investigados; veja vídeo

Procurador geral da Justiça, Mauro Curvo, defende mudanças na legislação e diz que, excessos, quem comete, é quem se apropria de dinheiro público


Da Redação

Em entrevista ao , o procurador-geral de Justiça de Mato Grosso, Mauro Curvo, destacou as prioridades de sua gestão para os próximos dois anos à frente do Ministério Público Estadual (MPE), como as ações na área da saúde pública e no combate à corrupção.

"O excesso é de quem trai a confiança do voto popular. O excesso é daquele que se apropria da coisa pública como se fosse dele. Quem excede é o corrupto e não aquele que está combatendo a corrupção", defendeu o chefe do MPE.

 

Ele propôs ao Tribunal de Contas do Estado e à Associação dos Municípios um projeto de compra unificada e coletiva de medicação para todos os municípios do Estado.

"Temos que comprar diferente, gerando economia e com essa economia, investir nos hospitais regionais", explicou.

No combate à corrupção, Mauro Curvo lembrou que o Estado é um dos pioneiros em responsabilizar os gestores pelo desvio do dinheiro público e rebateu críticas de que o MPE estaria se excedendo em suas funções.

"O excesso é de quem trai a confiança do voto popular. O excesso é daquele que se apropria da coisa pública como se fosse dele. Quem excede é o corrupto e não aquele que está combatendo a corrupção".

Para combater a improbidade administrativa, Mauro Curvo defende mudança na legislação, como  na presunção de inocência.

"Se você tem provas e indícios robustos da participação dessa pessoa que exerce função pública no desvio do dinheiro público, vai se permitir que se apreenda todo o patrimônio desta pessoa e aí inverter o ônus da prova, ele que terá que comprovar que adquiriu de maneira honesta”, declarou.

Assista a entrevista na íntegra:

 

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