14.08.2019 | 11h00


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Infectologista explica sobre gripe H3N2 e variáveis do vírus Influenza

A médica Zamara Ribeiro destacou os sintomas iniciais da gripe, que podem evoluir para quadros graves, que podem levar à morte.


DA REDAÇÃO

Mato Grosso registra notificação de 102 casos suspeitos de Influenza, sendo que o número dobrou desde o último boletim em uma semana.  Em entrevista ao , a médica infectologista Zamara Brandão Ribeiro esclareceu sobre as gripes mais preocupantes, sintomas, vacinação e meios de evitar a transmissão da doença.

"Hoje os vírus identificados no Brasil, que estão levando a um maior número de internação com quadros mais graves, são o H3N2, H1N1 e Influenza B, que já era anteriormente, por isso a vacina é feita a partir desse sorotipo de Influeza". 

A médica fala sobre a importância de que todas as pessoas, mesmo fora dos grupos de risco, tomem a vacina contra a gripe.

"Essa vacina não é feita para todas os gripes do mundo, você pode pegar H3N2, mas será de maneira branda. Muitas vezes você toma vacina e fica gripado, que bom, o seu organismo vai montar a resposta imunológica pra combater o vírus vivo", acrescenta.

A gripe é transmitida entre as pessoas a partir de gotículas respiratórias, assim é essencial lavar as mãos frequentemente, e quando não é possível, utilizar álcool em gel, evitando tocar olhos e boca para não levar a contaminação do ambiente para as mucosas.

No entanto, explica Zamara, a imunidade de cada pessoa é decisiva quanto a agressividade do vírus.

"Não existe uma fórmula mágica que vai me dizer qual vírus eu vou pegar, que vai me levar para a UTI ou não, isso depende muito da imunidade da pessoa naquele momento".

A médica destaca a persistência dos sintomas, como febre, mal-estar, congestão nasal, dores de cabeça, no corpo, na garganta, aumento de tosse, catarro.

"Os quadros virais duram em média de 7 a 10 dias, e os piores são entre o terceiro e quarto dias. Se eu não melhoro a partir daí, então é hora de procurar um médico".

Na entrevista, a médica esclareceu sobre mitos relacionados ao contágio repassados pelas mídias sociais.

Confira a entrevista na íntegra:

 











(2) COMENTÁRIOS

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Eli morais  01.05.18 13h33
Eu também recebi esse vídeo da água morna com sal para evitar o vírus. Parabéns pela entrevista

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Sérgio Luiz Rodrigues   01.05.18 11h01
Parabéns para a doutora Zamara. Excelente entrevista sobre o H1N1 e H3N2. A população tem de está em alerta.

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