25.08.2017 | 07h00


ENTREVISTA / VEJA VÍDEO

Estado pode romper contrato do VLT e multar Consórcio em R$ 147 milhões

Caso o Governo decida pelo encerramento do contrato, o Consórcio VLT pode ter que devolver o valor pago pela obra, além de multa.


DA REDAÇÃO

O controlador-geral de Mato Grosso, Ciro Rodolpho Gonçalves, revelou que o Governo do Estado estuda romper de vez o contrato com o Consórcio VLT, responsável pelas obras do modal e, ainda, cobrar a devolução do dinheiro que já foi pago, além da aplicar multa no montante de R$ 147 milhões, como prevê o acordo.

“Estuda-se cancelar o contrato. Existe previsão de rescisão unilateral do contrato e se quem deu o motivo foi o consórcio é aplicado multa de 10% do valor global que é R$ 1,4 bilhão. A multa será de R$ 147 milhões”, explicou.

Em entrevista ao , o controlador-geral destacou que o Palácio Paiaguás ainda não tem um prazo para anunciar qual decisão vai tomar diante do impasse sobre a continuidade da obra.

“Estuda-se cancelar o contrato. Existe previsão de rescisão unilateral do contrato e se quem deu o motivo foi o consórcio é aplicado multa de 10% do valor global que é R$ 1,4 bilhão. A multa será de R$ 147 milhões”, explicou.

Entre as alternativas estudadas pelo Governo a de uma Parceria Público–Privada parece ser a mais viável até o momento.

“Essa é uma providência conjunta com a solução à continuidade seja por meio de uma PPP ou uma licitação para remanesceste de obras. Um assunto que era só de engenharia até agora virou caso de polícia”, avalia.

Ciro Rodolpho defendeu que o tempo para a tomada de decisão após Operação Descarrilho, que apura fraudes na licitação do VLT, também serve como uma forma de entender o que a população deseja em relação ao modal.

“Nós estamos bem atentos a este termômetro social e é este termômetro que irá verbalizar para uma alternativa”, conclui.

Assista abaixo a entrevista na íntegra:

 

 











(2) COMENTÁRIOS

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Paulo Lima   26.08.17 01h23
Eu vejo ao contrário, vejo que a única solução é mesmo retomar o VLT, com uma PPP ou privatização. Agora esse negócio de vender os vagões e destruir o que já foi feito nas obras e esse negócio de voltar para BRT, vejo isso como retrocesso. E outra, quem vai querer comprar os 40 vagões??? E outra, no final das contas acaba ficando até mais caro destruir o que já foi feito do VLT e recomeçar todo de novo novas obras (outro transtorno) para o BRT. E outra, sem falar que as cidades que ja tem o BRT, já estão estudando implantar o metrô ou substituir o VLT no lugar do BRT, porque viram que o modal rodoviário é limitado e satura rapidamente com o crescimento da Cidade.

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Erme  25.08.17 08h59
O governo, em minha opinião, deveria retomar o projeto do BRT originalmente definido como o melhor para a cidade. Não fosse a intervenção nociva do grupo Riva, a aberração que ocorreu não teria lugar e a cidade estaria contemplada com um transporte coletivo decente e mais barato. Outra, cobrar dos responsáveis o dinheiro desviado e aplicar na obra.

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