18.08.2019 | 08h35


DEPENDÊNCIA QUÍMICA

É preciso ficar atento a 'rituais de prazer' do filho, diz psicóloga; veja vídeo

Especialista em tratamento de dependência química, a psicóloga Thereza Modesto defende tratamento e atendimento individualizados


DA REDAÇÃO

Diante da facilidade em adquirir drogas ilícitas, a psicóloga Thereza Modesto, especialista em tratamento de dependentes químicos, afirmou que os menores de idade têm sido "isca" fácil para traficantes.

Ela aproveitou para alertar os pais que fiquem atentos ao comportamento dos filhos em rituais que eles têm como prazer, para que isso não se torne um "gatilho" para a dependência química.

“O uso da droga está relacionado aos rituais. Quando se trata o dependente químico, não se trata somente a desintoxicação, mas também seu emocional, seus hábitos cotidianos. Fumar o narguilé, por exemplo, é um ritual”, afirma a psicóloga.

“O uso da droga está relacionado aos rituais. Quando se trata o dependente químico, não se trata somente a desintoxicação, mas também seu emocional, seus hábitos cotidianos. Fumar o narguilé, por exemplo, é um ritual”, afirmou.

E acrescentou: "Se meu filho tem o costume de reunir seus amigos no quarto e ninguém pode entrar, é um indicativo de que algo está ocorrendo que eu não possa ver”, disse a psicóloga, que há 12 anos se dedica ao tema.

No caso de pacientes que tiveram internação involuntária, ela destaca que é fundamental o papel do profissional em despertar no dependente a percepção de que a vida dele estava fora de controle, e que é preciso mudar a realidade.

“Hoje, segundo a Organização Mundial de Saúde, a dependência química é uma doença crônica, que exige cuidados permanentes, acompanhamento e vigilância do usuário. Para se ter uma ideia, tenho relatos de pacientes com cerca de 36 internações em uma única instituição”, disse Teheraza Modesto, que é diretora de um centro de recuperação, em Santo Antônio do Leverger (27 km ao Sul de Cuiabá).

“O Brasil não tem estrutura para legalizar droga nenhuma, não temos estrutura de tratamento. Então, pergunto:como legalizar uma droga?”

Para ela, o tratamento da dependência química deve observar o paciente em sua individualidade, abordando-o por completo.

“Hoje, são poucos os lugares gratuitos, e o número de usuários cresce cada vez mais”, disse. 

Em Cuiabá, por exemplo, a Ilha da Banana, localizada entre pontos históricos Igreja do Rosário/São Benedito e Morro da Luz,  se transformou em reduto de dependentes químicos, reunindo dezenas de usuários.

A psicóloga chamou a atenção para as medidas tomadas em relação ao problema: “Não adianta apenas retirar os usuários de lá, achando que o problema vai acabar. Eu chamo isso de limpeza da cidade, é preciso tratamento e trazer perspectivas para esse usuário”.

Para ela, as ações são realizadas isoladamente, com pouco diálogo entre o poder público e os profissionais da rede privada de tratamento de dependência química.

Quanto à legalização da maconha, a psicóloga é categórica: “O Brasil não tem estrutura para legalizar droga nenhuma, não temos estrutura de tratamento. Então, pergunto:como legalizar uma droga?”.

A especialista também comentou sobre o aumento da dependência de mulheres no uso de psicotrópicos.

Assista na íntegra a entrevista da psicóloga Thereza Modesto: 











(2) COMENTÁRIOS

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George Cândido Pinto Costa   07.02.17 01h31
Muitos pais tem que ficarem atentos quando os filhos fumam narquile pois fumam a canabis misturados com essências para abafar o cheiro e muitos pais nem percebe.hoje estou com 53 anos e comecei com 10 anos o uso de drogas só parei aos 49 anos e hoje estou limpo a 4 anos 25 dias e 1 mês

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Rui negreiros  05.02.17 12h50
Como se o fato de ser criminalizada impedisse o consumo...desses estrutura...so oprime...fraco pensamento

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Francisco  06.02.17 20h24
Que horas falou em criminalizar ? Eu entendi formas de tratamentos, socializar cuidados com o dia dia do seu filho.

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