13.05.2017 | 07h40


ENTREVISTA / VEJA VÍDEO

Doutor em engenharia diz que VLT é como celular de 2010 e não vai funcionar

Especialista argumenta que tecnologia é ultrapassada e critica que foi inventada uma necessidade para o modal que custa cinco vezes mais que o BRT.


DA REDAÇÃO

Doutor em Engenharia de Transportes, o professor Luiz Miguel de Miranda, avalia que o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) não é solução para o transporte público de Cuiabá e não irá funcionar. Ele compara o modal a um celular modelo 2010, que hoje em 2017, já não tem mais peças de reposição.

"Não tem mais peças de reposição para esse monstrengo que está aí", enfatizou, citando o exemplo dos vagões em Campinas.

O engenheiro argumenta que foi inventada uma demanda para implantar um modal que custa cinco vezes mais que o outro [BRT] e que esse crime deveria por na cadeia a meia dúzia responsável, que segundo ele, ainda não está.

Para ele, quase nada deu certo quando o assunto é obras da Copa em Cuiabá.

"O viaduto da UFMT só cassando a carteira do CREA de quem projetou aquilo. Se não cassar a carteira dos caras, nada vai valer a pena, porque é um projeto atravessado. Não atende o fluxo de tráfego que tem ali (...) Não há nenhuma tolerância para o erro daquele projeto", destacou.

Para ele, só bloqueando a metade do fluxo, o elevado pode servir.

 

Confira o vídeo na íntegra:

 











(7) COMENTÁRIOS

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luiz augusto soares  15.05.17 11h03
Excelente entrevista professor. O que me indigna, além das obras absurdas, são pessoas defendendo o que fizeram com a cidade e atacando a imprensa que denuncia, pessoas como o senhor que esclarecem o assunto. Lá atras o senhor foi criticado, e hoje é nítido que tinha razão. será assim no futuro também, vamos amargar esse elefante branco do vlt. peço a Deus para que estejamos errado, para que o ws nos supreenda com uma obra ágil e eficaz

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Maria Regoina Silva  14.05.17 11h23
Parabéns professor pelas observações, assim como o senhor estava certo há alguns anos, futuramente vamos ver concretizar o que o senhor disse agora. e o pior que tem gente que ainda se ilude e acha que estamos torcendo contra.

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Benedito Addôr  14.05.17 09h55
Complementando meu comentário anterior: o site hipernoticias fez a entrevista comigo, intitulada "Morador argumenta em vídeo que Ilha da Banana não atrapalha rota do VLT" em 6/5/2017; em 9/5/2017, fez outra entrevista intitulada "Morador da Ilha da Banana tem casa invadida e apenas documentos são levados de armário", pois entraram aqui em casa, usando chave micha, e só furtaram vários documentos, papéis importantes, que consegui juntar desde 2012, sobre toda a desapropriação da área. Fiz B.O., e Relatório ao MPF, pois cópia de Relatório protocolado anteriormente no MPF foi furtada também. Foram furtados: cópias de Decretos de 1981, 1991, julho/2102, dezembro/2012, todos das desapropriações dessa área - essa deve ser a mesma área mais desapropriada da Cidade, ocorreram quatro desapropriações; Declarações diversas do IPHAN, as minhas e que os vizinhos de deram cópias sumiram; Relatórios diversos, fornecidos ao MPE, MPF, Defensoria Pública da União, Defensoria Pública Estadual; fotos da minha vizinha, Dona Rita, fornecida pela sua filha; Relatório enviado ao Governador Taques em 2015; extenso material sobre a Catalogação do Imóvel como Casario do Centro Histórico de Cuiabá, com documentos obtidos na Secretaria de Cultura de Mato Grosso. Enfim, cada dia que procuro um documento que lembro que existia, não encontro mais. Foram cinco anos juntando tudo que estivesse relacionado ao caso, e acionando diversos Órgãos federais, estaduais e municipais. Se não estivesse em Cuiabá, pensaria que quem furtou todos esses Documentos foi a máfia. A máfia chegou em Cuiabá? Deve ser pessoal de fora. Moro há mais de 50 anos aqui, e nunca aconteceu isso.

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Benedito Addôr  13.05.17 18h19
Vendo esse senhor falando essas verdades, eu sinto muito pela minha vizinha, Dona Maria Rita dos Santos Rodrigues, moradora há mais de 40 anos, na área frontal à Igreja do Rosário, devota de São Benedito, humilde lavadora de roupas para ganhar o pão nosso de cada dia. Em 2012, recebeu em sua casa a visita de pessoal da Secopa, com aquela estória, que a casa dela seria desapropriada, e ela teria que sair imediatamente, por causa do VLT. Encontrei Dona Rita na porta de sua casa, tremendo, e ela me disse; o pessoal do Governo estive aqui para me tirar. Procurei tranquiliza-la, mas não adiantou muito, pois dois dias depois, sendo hipertensa, não aguentou a pressão psicológica, e teve um gravíssimo AVC. Ficou de 2012 até março de 2015 quando faleceu, paralisada em cima de uma cama, ligada a diversos aparelhos. Depois ficamos sabendo de fato e de direito que, quando o pessoal da Secopa fez a visita ameaçadora, nenhuma casa em frente à Igreja do Rosário, tinha sido desapropriada coisa alguma. O Governador Silval havia desapropriado, em julho/2012, apenas o Centro Comercial Morro da Luz, atrás das casas, por onde passaria o VLT. Portanto essa visita à Dona Rita foi 100% inadequada e criminosa. A Secopa só visitou Dona Rita, pois fazia Reuniões com o IPHAN, para fazer Projeto para demolir as casas, sem as mesmas sequer estarem desapropriadas. IPHAN foi o co-autor do Projeto de Demolição e do Decreto de Desapropriação. Um mês após uma Reunião, feita em novembro/2012, entre IPHAN e Secopa, o Governador fez outro Decreto, em dezembro/2012, incluindo as casas também. Passaram por cima da Instrução Normativa que diz terem os imóveis PRESERVAÇÃO ASSEGURADA, e que a Avenida Coronel Escolástico, em frente à Igreja não pode simplesmente desaparecer. O site hipernoticias, em 6/5/2015, fez um entrevista comigo, intitulada "Morador argumenta em vídeo que Ilha da Banana não atrapalha rota do VLT", que mostra a propaganda oficial do VLT. Nela a casa da Dona Rita e todas as casas continuam no mesmo local e não impedem a passagem do VLT. Mataram Dona Rita, e o Governo do Estado não custeou seu tratamento, que foi todo arcado pela família a duras penas. Mais de dois anos ligada a aparelhos do Home Care, tinha constantes inflamações internas, e precisava correr constantemente a Hospitais para controlar as inflamações. Essa é a mártir do VLT na Ilha da Banana.

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UFMT  13.05.17 13h42
UFMT, seu comentário foi vetado por conter expressões agressivas, ofensas e/ou denúncias sem provas

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