15.03.2020 | 07h30


ENTREVISTA / FEMINICÍDIO ANUNCIADO

Delegado: Mulher tende a romantizar ciúme; agressor se acha no direito de matar

O titular da Delegacia da Mulher explica como é o ciclo do relacionamento que começa com controle sobre a mulher, tem fases de lua de mel e termina com a agressão física ou até a morte dessa vítima.


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao , o delegado Cláudio Sant’Ana, titular da Delegacia da Mulher de Várzea Grande, faz um alerta sobre o risco da mulher romantizar o ciúme excessivo do companheiro e fala sobre os indícios de que o relacionamento é abusivo.

“É sinal de alerta quando passou a controlar redes sociais, passou a controlar celular, pediu que troque a roupa, iniciou com um perto no braço”, comenta.

Ele destaca também que  a cultura do machismo, somada à índole de agressor é que leva aos crimes de feminicídio.

“Uma frase é comum (entre os agressores) se ela não for minha ela não vai ser de mais ninguém. Então a gente analisa isso como a posse que vem do machismo. A mulher é vista como objeto, algo que é do homem e ele se acha no direito de matar”, observou.

O delegado explica como é o ciclo do relacionamento que começa com controle sobre a mulher, tem fases de lua de mel e termina com a agressão física ou até a morte dessa vítima.

“O agressor não inicia do dia para a noite espancando”, apontou.

Na entrevista, o delegado fala sobre a importância de levar ao conhecimento dos homens o que é considerado crime, pela Lei Maria da Penha, antes que o crime aconteça. Ele cita o projeto Papo de Homem para Homem como uma das medidas preventivas já implantadas.

Veja a entrevista:











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