15.01.2017 | 08h00


REGRAS TRABALHISTAS

Cidinho defende maior jornada de trabalho e legalização de jogos de azar

Senador afirma que é preciso flexibilizar da jornada de trabalho de 12 horas e que jogos de azar vão movimentar turismo e economia


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao , que tratou de temas do cenário político e econômico do Brasil e de Mato Grosso, o senador Cidinho Santos (PR) declarou ser a favor do aumento de oito para 12 horas na jornada de trabalho e também da legalização dos jogos de azar.

Segundo ele, ambas as mudanças seriam para contribuir com a arrecadação nacional.

Quanto à carga horária de trabalho, ele defende que o aumento ocorra a partir de acordo entre patrão e empregado – como propõe a reforma trabalhista.

“Boa parte das empresas não quer contratar com medo de contratar porque não tem uma previsão de uma ação trabalhista que pode ser de R$ 1 mil ou R$ 1 milhão”, explicou o republicano.

Cidinho defende que as regras trabalhistas precisam ser mais claras para não gerar, principalmente neste período de recessão econômica, mais desempregos. Muitas empresas estariam, segundo ele, deixando o país por conta da burocracia na contratação da mão de obra.

“Boa parte das empresas não quer contratar com medo de contratar porque não tem uma previsão de uma ação trabalhista que pode ser de R$ 1 mil ou R$ 1 milhão”, explicou o republicano.

Para o senador, o Brasil tem “uma indústria de ações trabalhistas. Só no ano passado foram cerca três milhões de ações de multas trabalhistas. As empresas não têm isso previsto no seu orçamento”.

Para o político, que é empresário do agronegócio, as dificuldades das empresas em manter o funcionário sem deixar de cumprir a lei acabam desestimulando investimentos e desemprego no Brasil.

“Existe uma hipocrisia sobre os jogos de azar. Quem não joga aqui vai para o Uruguai, Paraguai ou Las Vegas”.

“Tem algumas empresas indo para o Paraguai e China. E se não fizermos as adequações, daqui a pouco, o Brasil vai virar exportador apenas de matéria prima”, afirmou.

A solução, segundo ele, é dar mais abertura para que o patrão e funcionário possam negociar o aumento da carga horária, sem desrespeitar as regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

“Neste período que você terá maior tempo de trabalho, no entanto, negocia uma gratificação a mais”, destacou.

Jogos de Azar

Quanto a legalização dos jogos de azar, à qual a proposta inicial foi apresentada no Senado por Blairo Maggi (PP) que agora exerce o cargo de ministro da Agricultura e Pecuária, Cidinho argumenta que é a oportunidade para que as pessoas saiam do exterior para conhecer o Brasil.

“Existe uma hipocrisia sobre os jogos de azar. Quem não joga aqui vai para o Uruguai, Paraguai ou Las Vegas”.

O republicano saiu em defesa do senador licenciado Blairo Maggi, que foi acusado de criar o projeto em benefício próprio por ter empreendimentos que permitem a implantação dos jogos e, por isso, teria interesse na aprovação da medida.

“No projeto está estabelecido que o agente político e nem os parentes deles não podem ter ligação com jogos de azar”, defendeu.

 

Veja a entrevista completa:











(7) COMENTÁRIOS

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Roberto A. de Souza  16.01.17 23h09
Esse é o famoso pelego do Blairo só que legalizar o jogo por que esta no lugar do chefe e o chefe esta em outra cuidando dos negocia do agronegocio, ai deixou o pelego que não tem o que fazer é lobista do chefe e da Empresa de frango na cidade de Nova Marilândia onde o chefe tem uma parte ssta querendo aumentar a carga horaria pra não pagar hora extra por que Frigorifico trabalha 24 horas por dia.

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Willian  16.01.17 18h59
Esse tá achando que vai ser eterno. Tá igual Taques, não ganha nem... Da próxima vez, tomara que a população observe também os suplentes, por que nesse ai, eu não votaria nem que Jesus fosse o titular...

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ANTONIO HENRIQUES MONTEIRO DE CARVALHO  16.01.17 10h27
Para o senador, o Brasil tem “uma indústria de ações trabalhistas. Só no ano passado foram cerca três milhões de ações de multas trabalhistas. As empresas não têm isso previsto no seu orçamento”. Senhor Senador, indústria é um local onde se fabrica...A Justiça do Trabalho não fabrica sentenças trabalhistas, ela simplesmente julga o que é ou não é direito de um empregado, que muitas vezes tem os seus direitos desrespeitados... Quanto à carga horária de 12 horas concordo desde que todos trabalhem, inclusive o Senhor..

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alberto santos  16.01.17 09h01
Claro que ele apoia os jogos, ele é "aspone de luxo" da peppa pig. Claro que ele quer alterar a CLT. Seu negócio no MT cresce e muito graças aos incentivos fiscais. E o povo? rsrsrsrsrsrs. o povo que se ....*****

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OLIVEIRA CUIABANO  16.01.17 07h17
PORQUE VOCÊ COMO SENADOR NÃO TRABALHA DE 2ª A 6ª FEIRA, SABE PORQUE, PORQUE VOCÊ E IMCOPETENTE, NÃO TEM PROJETO ALGUM, SE VOCÊ TIVERSSE ALGUM PROJETO DECENTE AI TUDO BEM, O CONCRESSO NACIONAL NO SEU TODO E IMCOPETENTE DE PESSOAS QUE SÓ PENSA NO DINHEIRO PARA FICAR RICO O MAIS RAPIDO POSSIVEL, MAS ESQUECE DE QUEM SUSTESTA ESTE PAIS SÃO OS A TRABALHADORES E COMERCIANTE QUE SOFRE NA CARNE PARA PAGAR OS SALARIOS DOS FUNCIONARIOS NO FINAL DO MÊS, E O QUE VOCÊS FAZEM NADA?, SO QUEREM MAIS E MAIS UM BANDO DE URUBO NA CARNIÇA, ESTE PAIS ESTA SENDO LESADO POR UM BANDO DE POLITICO SEM UM POUCO DE RESPONSABILIDADE COM RESPONSABILIDADE, MAS E ISSO QUEM VOTA NOS POLITICOS INCOPETENTE MERECE ISSO.

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