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11.05.2017 | 10h31


ENTREVISTA / VEJA VÍDEO

"Cantadas podem caracterizar contravenção", diz delegada; Centro Oeste lidera ranking

A palavra da vítima tem tido muito peso para as autoridades judiciais como prova nos casos de assédio sexual. "Cantadas podem caracterizar a contravenção de perturbação da tranquilidade", alerta delegada


Da Redação

Pesquisa da organização internacional de combate à pobreza ActionAid, divulgada no ano passado, mostra que 86% das mulheres brasileiras entrevistadas sofreram assédio em público em suas cidades. A Região Centro-Oeste é onde as mulheres mais sofreram assédio nas ruas, com 92% de incidência do problema. Em seguida, vêm Norte (88%), Nordeste e Sudeste (86%) e Sul (85%). Para a delegada da Delegacia Especializada da Mulher de Cuiabá, Jozirlethe Magalhães Criveletto, as mulheres ainda sofrem muita discriminação até mesmo por suas escolhas. "Quando uma mulher é vítima de assédio, ela é questionada sobre seu comportamento", destacou em entrevista ao site .

Ao abordar o Assédio Sexual no ambiente de trabalho, assunto que ganhou a mídia recentemente por ocasião do episódio envolvendo o ator José Mayer, a delegada orienta que a Delegacia da Mulher é competente para tratar dessa investigação. "Sendo assédio moral no trabalho, infelizmente o nosso código penal ainda não o elevou à condição de crime, cabendo à Justiça do Trabalho", explicou. No entanto, a vítima pode sofrer diminuição de sua autoestima, ser difamada, injuriada. "Nestas condições também pode ser feito um procedimento penal a esse respeito". 

Apesar de difícil constatação, a palavra da vítima tem tido muito peso para as autoridades judiciais como prova nos casos de assédio sexual. "Cantadas podem caracterizar a contravenção de perturbação da tranquilidade". Ela alertou que o prazo para a denúncia é de seis meses. "A discriminação contra mulher é tão grande, até para ela perceber que é vítima, que existiu um assédio sim, ela demora, ela tem medo do julgamento das pessoas, e do grau de culpa que vão colocar em cima dela". A cultura do estupro, por exemplo,  é o histórico de discriminação quem vem de anos. 

Confira a entrevista: 











(1) COMENTÁRIOS

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Eduardo  16.05.17 10h17
Concordo sim que existe estupro, e que o responsável seja penalizado; mais ai vem as Rosário. Agora, como esta sendo tratado, daqui a pouco se um homem conversar com uma melhor ou querer sair com ela, poderá ser caracterizado como assédio também, pois o exagero e grande. Eu particularmente, se tivesse condição de abrir uma empresa, dificilmente contrataria uma mulher, não por ela ser uma mulher, mas por esses motivos.

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