31.03.2020 | 10h50


DIRETO AO PONTO / ENCASTELADO

MP destoa da Assembleia e TCE, ajuíza ações e joga para plateia



A postura “alarmista” do chefe do Ministério Público Estadual (MPE), promotor José Antônio Borges, em relação ao coronavírus, chamou a atenção na reunião realizada entre os Poderes na tarde de ontem (30), no Palácio Paiaguás.

Segundo fonte da coluna, Borges defendeu a linha de “fechar tudo”, sob o argumento de que só Mato Grosso precisaria de 15 mil leitos de UTI para atender a demanda e que a previsão é que 8 mil pessoas poderiam morrer no Estado.

O número causou estranheza aos representantes dos Poderes, uma vez que a Itália (o país mais afetado pela pandemia), que tem 60 milhões de habitantes, sendo mais de 200 por km², conta com pouco mais de 20 mil leitos de UTI, 100 mil infectados e cerca de 8 mil mortes.

Já Mato Grosso tem 3,4 milhões de habitantes e pouco mais de 3 pessoas por km². Dessa forma, soa “mirabolante” dizer que um único estado - que tem população 20 vezes menor que a Itália e uma concentração de pessoas 65 vezes inferior – teria o mesmo número de mortes e precisaria de quantidade semelhante de UTIS que o país europeu. Além de não contribuir em nada no combate ao vírus, propagar dados absurdos como esses só geram pânico desnecessário na população.

Enquanto a Assembleia Legislativa abre mão de R$ 30 milhões do seu duodécimo, o TCE envia equipes para verificar hospitais e o Tribunal de Justiça coloca toda sua equipe técnica para auxiliar o Governo no combate ao coronavírus, o Ministério Público continua encastelado ajuizando ações e jogando para a plateia, gerando confusão em momento de caos.











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