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15.07.2020 | 11h26


DIRETO AO PONTO / POLÍCIA FOI COMPLACENTE

MP aponta falhas de investigação após a morte de adolescente no Alphaville



Ministério Público do Estado aponta erros no trabalho feito pela Polícia Civil diante do homicídio de Isabele Guimarães Ramos, de 14 anos, no condomínio Alphaville, em Cuiabá, na noite do último domingo (11).

O promotor Marcos Regenold Fernandes enfatiza que a primeira “fragilidade” no flagrante é a falta de descrição das armas de fogo apreendidas na casa onde o crime ocorreu. O MP reforça que das sete armas, apenas duas estavam em nome do empresário Marcelo Martins Cestari, outras duas estavam em nome de uma terceira pessoa e quatro em “suposto” processo de emissão de documentos, informação apenas dada pelo empresário, mas não confirmada pela polícia.

O promotor enfatiza que caso as armas sejam importadas, sem a apresentação do documento legal de importação, ou de calibre restrito, a imputação penal será muito mais grave (arts. 16/18 da Lei 10.826/03), não podendo o delegado de polícia arbitrar fiança.

 

"Outrossim, foi deveras complacente a autoridade policial ao não indiciar o implicado Marcelo Martins Cestari no crime de homicídio culposo, uma vez que, como proprietário/responsável pelo armamento, ou entregou, ou permitiu, ou não foi diligente o suficiente para impedir que sua filha de apenas 14 anos", diz trecho do despacho. 











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