08.09.2010 | 17h15


DIRETO AO PONTO

IBGE: renda média do sobe 20% mas ainda é inferior a registrada em 1996

A renda mensal do trabalhador cresceu pelo quinto ano consecutivo, mas ainda não recuperou os níveis da década de 90. Em 2009, a renda média cresceu 2,2% e chegou a R$ 1.106. Já entre 2004 a 2009, a renda teve expansão de 20%.

O recorde ainda é o de 1996, que não considerava as regiões rurais da região Norte, quando o rendimento médio do trabalhador chegava a R$ 1.144. Na mesma comparação entre 2009 e 1996 --excluindo as áreas rurais--, a renda média no ano passado subiria para R$ 1.111.

De 1997 a 2004, o rendimento do trabalhador manteve queda constante, e a perda acumulada chegou a 18,1%, fechando 2004 em R$ 926 --o menor valor foi apontado em 1992, primeiro ano da série, com R$ 799.

Os trabalhadores do Nordeste tiveram renda média de R$ 734 em 2009, a menor entre as regiões do país. No Centro-Oeste, os trabalhadores receberam R$ 1.309 médios, a maior do país.

A desigualdade permaneceu alta no país. Os 10% da população ocupada com os rendimentos mais elevados concentraram 42,5% do total da renda do trabalho. Já os 10% com renda mais baixa foram responsáveis por apenas 1,2% das remunerações.

O índice de Gini, que mede a concentração de rendimentos, foi de 0,518 em 2009, ante 0,521 no ano anterior. Quanto mais próximo de 1, maior é a desigualdade.

Em todas as regiões houve retração no índice de Gini, exceto na região Norte, que passou de 0,479 para 0,490.

Se forem avaliadas todas as fontes, nota-se redução maior no índice de Gini -- de 0,530 para 0,524, em todo o Brasil. Neste caso, o IBGE constatou maior aumento médio mensal em todas as classes, principalmente nas mais baixas.

A maior redução da desigualdade, na avaliação de renda de fontes além dos ganhos com trabalho, revela a influência de programas sociais, especialmente o Bolsa Família.











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