11.07.2020 | 10h31


CORONAVÍRUS / REDE PRIVADA

CRM pede para hospitais manterem suspensos procedimentos que precisam de internação; foco é na covid

A medida atinge apenas cirurgias eletivas que demandem a internação. Atendimentos de Urgência e Emergência continuam prioritários.



Uma nova Circula publicado pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de Mato Grosso (CRM-MT) recomenda que os hospitais privados de Mato Grosso mantenham a suspensão dos procedimentos cirúrgicos eletivos que demandem a internação do paciente na unidade hospitalar, como medida de contenção à pandemia do novo coronavírus.

O documento é direcionado aos diretores técnicos das unidades hospitalares, que de acordo com o art. 1º da Resolução do CFM nº 2.147/2016, são responsáveis pela garantia das condições técnicas de atendimento nas instituições públicas ou privadas, e respondem perante o Conselho Regional de Medicina.

No entanto, a recomendação não deve alcançar as cirurgias oncológicas e cardiovasculares, dada as suas especificidades, assim como os atendimentos de Urgência e Emergência.

De acordo com o CRM-MT, o teor da recomendação será reavaliado em 15 (quinze) dias, após análise da evolução da pandemia no Estado de Mato Grosso.

O conselho está preocupado com avanço da pandemia no estado e alto índice de ocupação dos leitos nos hospitais particulares, onde não há mais vagas em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Na noite de sexta-feira (10), a Secretaria de Estado de Saúde (SES) informou o estado tem 27.636 casos confirmados da covid-19, sendo registrados 1.026 óbitos e 65 mortes nas últimas 24 horas.

Nas últimas 24 horas, surgiram 1.240 novas confirmações no Estado. Entre casos confirmados, suspeitos e descartados para a Covid-19, há 240 internações em UTI e 366 em enfermaria. Isto é, a taxa de ocupação está em 90,5% para UTIs e em 53,7% para enfermarias.

O documento ainda aponta que um total de 28.275 amostras já foram avaliadas pelo Laboratório Central do Estado (Lacen-MT) e que, atualmente, restam 1.623 amostras em análise laboratorial.

Os pacientes são devidamente acompanhados pelas equipes de Vigilância Epidemiológica do Estado e dos municípios. Mais informações estão detalhadas na Nota Informativa divulgada diariamente pela SES.











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