30.06.2020 | 10h20


CONEXÃO PODER / "FOME MATA"

Secretário critica lockdown: Deixe sair quem precisa de dinheiro para sobreviver

“Na medida que Cuiabá propôs é o seguinte: quem tem salário como servidor público fica em casa. Quem pode fique em casa, mas deixe sair quem precisa de dinheiro para sobreviver


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao Conexão Poder, o secretário de Saúde de Cuiabá, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho criticou a determinação da Justiça, que impôs quarentena obrigatória em Cuiabá, por 15 dias, e apontou que a medida, recomendada pelo Ministério Público de Mato Grosso vai de encontro com as recomendações do Conselho de Ministérios Públicos do Brasil, que segundo ele orienta que o Judiciário evite fazer o papel de prefeito ou governador, e ainda alerta para o risco de parte da população passar fome, por falta de trabalho.

Ele destacou que a Prefeitura de Cuiabá havia feito uma proposta permitindo a flexibilização da economia liberando o funcionamento do comércio com medidas de restrição e prevenção ao coronavírus.

“Na medida que Cuiabá propôs é o seguinte: quem tem salário como servidor público fica em casa (....) Quem pode, fique em casa e deixe sair quem precisa de dinheiro para sobreviver. É outra realidade, porque a fome mata, a fome vai impedir de a pessoa ter condições de alimentar seus filhos e comprar até material de higiene. Não tem como aguentar seis meses, um ano”, declarou.

O secretário lembrou que no caso de bares a solução seria fechar, pois não tem como controlar as medidas de biossegurança.

Veja o vídeo:











(2) COMENTÁRIOS

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Flavio  01.07.20 08h12
Essa deveria ser a razão do auxílio emergencial. Fazer com que as pessoas fiquem em casa, e fazer com que elas tivessem o básico para sobreviver durante a crise. Mas, infelizmente, opinião igual a essa fez com que as pessoas saíssem, e agora vemos dezenas morrendo por dia em MT, na sua maioria pobres. Encararam o problema com viés político eleitoreiro, taí o resultado.

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Alberto  30.06.20 21h20
O secretário mudou de opinião rápido. Quando o governador queria liberar ele foi contra. Agora que a pandemia chegou com tudo de forma incontrolável, quer liberar o trabalhador para a morte. Nesses 20 dias o sistema estará colapsado e muitos vão morrer sem atendimento nenhum

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