28.07.2020 | 16h30


CONEXÃO PODER / VACINA CHINESA

Deputado médico: Bolsonarista falar mal porque é o Dória, pelo amor de Deus

Dr. Leonardo aponta que as críticas sobre a produção da vacina em parceria com grupo chinês, têm fundo politiqueiro, assim como a discussão sobre o uso de medicação para o coronavírus.


DA REDAÇÃO

Em entrevista ao Conexão Poder, o médico e deputado Federal Dr. Leonardo criticou a politização ou politicagem em torno da produção de vacinas contra a covid-19, que têm sido produzidas com parceria brasileira.

“Infelizmente politizaram a medicação, politizaram o coronavírus, desde o início e infelizmente as outras situações  daqui para frente não serão diferentes. É uma pena, porque essa discussão de medicação e a vacina vai ser do mesmo jeito”, observou.

A vacina produzida pelo Instituto Butantan junto ao grupo farmacêutico chinês Sinopharm está com o processo de compartilhamento da tecnologia mais avançado para que possa ser produzida no Brasil. Mas como a iniciativa vem sendo propagada pelo governador de São Paulo, João Dória e tem representatividade da China, a produção tem sido alvo de crítica popular, já que Dória tem se mostrado adversário político do presidente Jair Bolsonaro e a China é de onde surgiu a pandemia de coronavírus.

“Não é do Dória, é do Brasil. O Butantan é patrimônio nacional. Se sair a vacina de lá vai ser bom para nós. Isso de bolsonarista falar mal porque é o Dória, pelo amor de Deus".

“Não é do Dória, é do Brasil. O Butantan é patrimônio nacional. Se sair a vacina de lá vai ser bom para nós. Isso de bolsonarista falar mal porque é o Dória, pelo amor de Deus. É isso que está  pegando, que a gente não conseguiu ter uma linguagem única.  Agente não conseguiu se proteger devido a essas situações. Porque  aí é politicagem, não é nem politização, do que é conveniente, em questões eleitorais. Isso é muito complexo e muito perigoso”, avaliou o deputado.

Dr. Leonardo comentou que o Ministério da Saúde precisa avançar com o processo de validação para que haja compartilhamento de tecnologia, no caso da pesquisa de vacina contra a covid-19, desenvolvida pela Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz) junto à Universidade de Oxford, do Reino Unido. Os testes estão sendo realizados, mas não há nada seguro para que, dando certo, o Brasil possa ter acesso à tecnologia e assim realizar a fabricação da vacina, sem depender de outros países para a aquisição.

“Já deu tempo para analisar muito bem (contratos para transferência de etcnologia). Estamos pecando  muito em ações do coronavírus, quanto a isso, essa demora. Assim é no Mato Grosso,  assim é no Brasil, no interior. A demora. Fazem as coisas que têm que fazer, mas depois de ter passado muito tempo. Já poderia ter poupado vidas”, criticou.

Na Câmara Federal há uma comissão de parlamentares que analisa a pesquisa para a produção da vacina no Brasil, pelo Instituto Butantan.

 











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