07.07.2020 | 09h00


CONEXÃO PODER / LEI DAS FAKE NEWS

Deputado diz que projeto é ovo de serpente: "É estratégia do PT para censurar"

José Medeiros aponta como estratégia de censura coordenada por partidos da esquerda para dominar a comunicação e evitar a divulgação de fatos que desabonem seus candidatos.


DA REDAÇÃO

Vice-líder do Governo Bolsonaro na Câmara Federal, o deputado de Mato Grosso, José Medeiros (Podemos) detona o projeto de lei que criminaliza a publicação de notícias falsas e afirma que os parlamentares contrários vão fazer barulho para evitar a aprovação da medida, que ele chama de “ovo de serpente” e aponta como estratégia de censura coordenada por partidos da esquerda para dominar a comunicação e evitar a divulgação de fatos que desabonem seus candidatos.

“Nós vamos mostrar que não tem nada a ver com fake news. Eles estão preocupados é com a propagação de verdades e é um projeto ruim, porque ele não combate a propagação de mentiras”, argumentou ao Conexão Poder.

A medida intulada como Lei das Fake News foi aprovada pelo Senado e segue para a Câmara Federal, onde estão no “bloco do contra” os deputados de Mato Grosso, José Medeiros e Nelson Barbudo.

“O projeto é o que eu chama ovo de serpente. É contaminado na sua base, porque ali é o seguinte, não é que eles não querem que divulgue. Você nota que na essência  eles não estão preocupados com a divulgação de fake news, eles querem cercear a viralização  de fatos, porque estão preocupados é com a propagação de verdades, porque sabem que o que derrubou o PT foi a propagação de verdades, então estão preocupados em mapear quem viralizou a mensagem. Eles querem fazer esse tipo de coisa, cercear, censurar é um projeto porcaria”, criticou.

Apesar de ter uma frente de deputados federais contra a medida, Medeiros avalia que são grandes as chances de aprovação na Câmara Federa.

Ainda conforme Medeiros, o maior interesse político pela aprovação desta lei não seria para as eleições municipais deste ano, mas para a próxima eleição em 2022 em que ocorre a votação para presidente da República.

A medida ainda não tem data prevista para ser votada.











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