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18.05.2011 | 17h59


CIDADES

Usina de Manso opera por mais de 10 anos sem licença ambiental

INARA FONSECA  11h25
DA REDAÇÃO

A Usina Hidrelétrica de Manso, construída no rio Manso na bacia hidrográfica do rio Cuiabá , opera há mais de 10 anos através de mandado judicial. A Usina não conseguiu a licença e foi proibida de atuar por não ter cumprido itens dos programas ambientais.

Localizada na região conhecida por ser ponto de desova de espécies como pintados, piraputangas e dourados, ambientalistas e 15 mil famílias de ribeirinhos apontam a Usina de Manso como a responsável pelo desaparecimento desses peixes na região.

Segundo o indianista Mário de Castro, a usina continua atuando apesar dos problemas ambientais que cria devido à energia que gera. "Os poderosos justificam o funcionamento da Usina através da energia. Mas esquecem de olhar para o compromisso ambiental. Como fica a comunidade de piscicultores, por exemplo?", questionou.

Atualmente, a Usina tem capacidade de geração de apenas 230 megawatts, mas produz de forma fixa cerca de 100 megawatts de energia. O valor seria equivalente a três pequenas centrais elétricas com represamento de áreas até cem vezes menores do que Manso.

O RepórtetMT entrou em contato com a Secretaria do Meio Ambiente (Sema) para questionar se a secretaria conhece a situação irregular que se encontra Manso e qual setor poderia embargar a Usina. A assessoria de imprensa  ficou de checar as informações , mas até o fechamento desta matéria não conseguiu nos responder.

Usina de Manso

Planejada na década de 70 e finalizada em 1999, a Usina custou aproximadamente R$ 340 milhões. O lago da hidrelétrica formou-se a partir da inundação de uma área de 427 quilômetros quadrados - cerca de 5 mil campos de futebol - entre os municípios de Nova Brasilândia e Chapada dos Guimarães.

Desde seu surgimento, a Usina é foco de controvérsias. Em outubro de 99, representantes de 13 comunidades atingidas pelas águas da usina entraram com pedido de ação contra Furnas no Ministério Público. Em dezembro do mesmo ano, a Furnas fechou as comportas por quatro horas. O fechamento provocou a morte de peixes por asfixia e causou falta de água para os moradores de Cuiabá e Várzea Grande.

 











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