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13.06.2011 | 10h37


CIDADES

Universidades Federais deflagram greve por tempo indeterminado

DA REDAÇÃO  08H51

Governistas fazem tudo para evitar a luta e proteger Dilma Rousseff, mas a intransigência do governo em atender as reivindicações revoltou a categoria que decidiu pela paralisação dos funcionários em todo o país.

A Plenária Nacional da FASUBRA (Federação de Sindicatos de Trabalhadores das Universidades Brasileiras), que ocorreu no dia 1/06, com 130 delegados, representando 36 sindicatos, aprovou a greve nacional, a partir do dia 6 de junho para o conjunto da categoria que somam 179 mil em todo o país. Essa decisão foi uma resposta a intransigência do governo Dilma em não apresentar nenhuma proposta às suas reivindicações.

Nenhuma concessão, apenas enrolação

No segundo semestre de 2010 a categoria apresentou ao governo Dilma uma pauta referente à Campanha Salarial Emergencial 2011 com as principais reivindicações da categoria e participou de duas marchas a Brasília em unidade com os demais servidores federais, forçando o governo receber a categoria através de sua representação. No entanto, o governo, desde seu inicio já demonstrava que não iria fazer concessão alguma, realizando um corte de mais de 3 bilhões pra educação, apresentando a MP 520, que privatizava os hospitais universitários, suspendendo a realização de concursos públicos e dando seqüência a uma série de projetos que retiram direitos do conjunto dos servidores.

Na sequência foram realizadas varias reuniões com o MPOG e o MEC no sentido de conseguir uma resposta positiva, mas nada avançava nas negociações, onde o governo se resumia a apresentar calendário de mais reuniões numa tentativa clara de enrolar a categoria e desarmar a possibilidade de uma greve nacional, ainda no primeiro semestre de 2011. Os sindicalistas que atuam na categoria ligados ao governo (CUT e CTB) bem que tentaram, mas conseguiram apenas adiar a decisão abortando dois indicativos de greve deliberados em assembléias de base dos vários sindicatos da categoria.

Apesar das direções governistas, a greve inicia com muita força

Em uma ultima tentativa de reverter a deliberação de greve tentaram utilizar um documento assinado pelos representantes do MEC e do MPOG onde o governo mais uma vez não nada propõe, se detendo apenas a apresentar um compromisso vago e inexistente, "com a Mesa de Negociação estabelecida para o tratamento da pauta de reivindicações apresentada por essa FASUBRA Sindical".

Esse documento revoltou o conjunto da categoria que, votando junto com o conjunto da esquerda (CSP-Conlutas, Intersindical, Unidos pra Lutar e Independentes) e passando por cima da orientação das correntes majoritárias ligadas a CUT e a CTB, que defenderam retirar mais um indicativo de greve, aprovou entrar em greve a partir do dia 06 de junho. No dia 07/06 16 universidades já tinham paralisado suas atividades por tempo indeterminado, um número significativo, tendo em vista que durante a semana de 06 a 10 de junho estará ocorrendo inúmeras outras assembléias espalhadas pelo país que já têm indicativo de adesão a greve, numa demonstração clara de que não irá se intimidar com as ameaças e chantagens do governo.

Nas assembléias de base as entidades enviarão representantes locais para compor o Comando Nacional de Greve que será instalado no dia 09/06 em Brasília que tem o objetivo de organizar atividades nacionais como caravanas a Brasília, dias nacionais de protestos por todo o país, atividades e protestos em Brasília analisará as possíveis reuniões de negociação com os representantes do Governo Dilma. As universidades que já entraram em greve são as seguintes: 1 - UFRN; 2 - UFRPE; 3 - UFSC; 4 -UFPE; 5 - UFOP; 6 - UFMT; 7 - UFT;8 - UFAM; 9 - UFSM; 10 - UFSCAR; 11 - UFES; 12 - UFRGS; 13 - UFAC; 14 - UFRA; 15- UFCSPA; 16 - UNB.

Retaliações já começaram

Já em retaliação, o governo federal cancelou a reunião do dia 07/06, que tinha sido agendada com a FASUBRA, com o argumento que a categoria tinha tomado uma atitude unilateral ao entrar em greve. A verdade é que foi o Governo Dilma quem se manteve intransigente por todo esse período e se negou a negociar os pontos apresentados na Campanha Salarial Emergencial 2011 e descumpriu outros acordos quanto ainda da aprovação do Plano de Carreira, no inicio do segundo mandato do Governo Lula.

A categoria luta pelas reivindicações gerais do funcionalismo federal e por suas reivindicações específicas, dentre elas contra a privatização dos hospitais universitários; imediata abertura de concursos públicos; piso salarial de três salários mínimos e step de carreira em 5%; isonomia; reposicionamento de carreira para os aposentados e contra qualquer retirada de direitos.

 











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